PEDRO PAULO RODRIGUES

– Nascido em Manaus-AM em 1959 –
já criava gosto pela arte quando 
procurava as formas em blocos de
barro em volta de sua casa na
periferia de Manaus. Depois em
Recife, cidade que adotou como
lar, sempre pintava e desenhava
as barras do caderno de colégio.
Depois vieram as caixas de lápis
de cor, os cadernos de desenho,
e folhas de papéis, cada vez
maiores. De vez em quando
tecia traços em pedaços de papel
de padaria, que em sua opinião,
hoje, é o melhor papel para se
fazer esboços e desenhos em geral.

Sem saber o que os aguardava,
seus pais sempre lhe davam
caixas de lápis de cor, das
mais completas, e de diversos
tipos, crayon, cera, e
simplesmente lápis de cor.
Cadernos de desenho nunca lhe
faltaram. E assim foi tracejando,
experimentando os traços que
fariam tomar ainda mais gosto
pela Arte.

Já adulto tentou inutilmente
seguir os caminhos duros e
disciplinares de um curso de
pintura, ministrado pelo
grande professor de Artes
Plásticas Jacques Weyne, na
Rua Gervásio Pires, em Recife.
Não conseguiu se ajustar à
disciplina exigida, apesar do
curso ser bastante completo e
enquadrar justamente as
disciplinas corretas para a
formação de um artista.

Um pouco depois começou a
ingressar na pintura com mais
afinco, na companhia do também
artista plástico Maerlant Denis,
em seu atelier. Costumavam se
reunir para pintar, degustar
vinho, e comer saborosas pizzas
feitas pela atual esposa de
Maerlant, Sheila.

Ingressaram pela pintura, a
fundo, incluindo também
experimentos em Colagem,
Esculturas de Epóxi, Vitrais,
Aerografia, Fotografia, e a
mistura de algumas técnicas,
formando uma colagem de meios,
estilos e formas, que não se
via a muito tempo.

Em 1986, pintou o quadro que
iria fazer com que a pintura se
torna-se em sua vida, o fio
condutor de todas as suas ações
– chama-se “FRAGILIDADE RÉPTIL”.

Exposto no MAMAM – NO MESMO ANO
–  em coletiva, chamou muita
atenção, pela temática
surrealista e pela perfeição
com que fora pintado. Daí em
diante não parou mais de pintar.
Vieram algumas obras marcantes,
de cunho surrealista, e as
incursões pela colagem, onde
expunha em pequenas caixas de
madeira com tampa de vidro.
Participou de várias coletivas,
em Recife.

Houve então, um grande hiato
em sua pintura, quando durante
12 anos, pouco pintou se
dedicando mais a outras
atividades, já que a pintura
não lhe sustentava. Neste
ponto, penetrou fundo na
técnica de Serigrafia, que
entre trabalhos comerciais,
para empresas e artísticos,
levaram 12 anos.

Já não agüentava mais ficar
distante da Pintura. Voltou aos
poucos, deixando de lado todas
as outras atividades que o
afastavam da paleta e dos
pincéis.

Em 2008 recomeçou a pintar
com toda força, sem vontade de
parar mais e se separar daquilo
que forma o maior sentido de
sua vida: A Arte –2005.

Fez muitas incursões pela
escrita, a partir de 1977,
tendo produzido 18 livros,
alguns ainda em estudo, nas
áreas de – contos surrealista,
crônicas e poesias.
Nada ainda publicado.

Incursionou também pela
Computação Gráfica se
dedicando nos últimos 5 anos
ao estudo da técnica 3D –onde
a descoberta de vários
programas tem se mostrado muito
útil, para que colocasse suas
idéias também em CG3D, assim
como, vários experimentos em
Animação 3D.

As formas e cores, antes
ensaiados no óleo, se
mostram mais vivos na
técnica 3D, acrescentando a
elas, agora, o movimento em
pequenos filmes animados em
computador.

Mas jamais abandonará a pintura,
técnica que diariamente se
dedica, aplicando idéias
diversas captadas entre os
mais de 12mil desenhos a
mão livre de sua autoria,
colecionados durante os 32 anos
em que se dedica a arte, como
também novas criações feitas
com auxílio do computador.

Recentemente voltou a
fotografar, não como queria,
com câmeras tradicionais, as
mais antigas. mas de forma
digital, com uma KODAK, que
dá para o gasto – Seu trabalho
atual em fotografia é clicar
toda  cidade de Recife, onde
reside e suas modificações.
Ruas sendo abertas, casas
derrubadas para construção de
prédios, não se esquecendo da
parte cultural que agita a
cidade, com seus diversos
eventos, como recentemente o
‘IV FESTIVAL RECIFENSE DE
LITERATURA” – que conta com
diversos autores, inclusive
com presenças internacionais,
tudo organizado pela Prefeitura
da Cidade do Recife e seus
colaboradores. Agora pretende
registrar o evento “OLINDA –
ARTE EM TODA PARTE” que
procura mostrar as diversas
faces da arte na cidade tombada
como patrimônio cultural,
abrindo seus diversos “ateliês”
em mega-exposição no mês de
setembro.

Bem, não seria demais dizer
que quem ganha com isso é a Arte
e seus admiradores, tendo
em vista a vasta gama de
técnicas e temáticas visitadas
por este artista, que fez da
Arte sua razão principal, e que
gostaria muito de vê-la
abraçar todas as pessoas.


2005

E tem mais sendo feito...