NÔMADE
Me abraçei em corpos inteiros
Me atraquei em portos passageiros,
e ali deixei, minhas marcas.
Nos cais, nos corredores,
nos quintais e
na fuga, pelo mato adentro, onde,
de saída, deixei filhos...
cães raivosos,
pais arretados, leis injuriadas.
Sou Nômade e jamais
sentirei a dor de romper a pele
para criar raízes.
Jamais morrerei de velho, porque
não me verão envelhecer.
Sou sementes espalhadas pelo
vento, e frutos nobres deixarei
nascer.
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