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O espetáculo propõe a continuação de uma pesquisa estética, do cruzamento das linguagens do teatro, da performance, dança contemporânea e literatura, que Kleber Lourenço vêm desenvolvendo a partir de duas criações solos anteriores, as premiadas: Para meu silêncio e Jandira, ambas, inspiradas em obras literárias, respectivamente, em Hilda Hilst e Murilo Mendes.
Neste atual trabalho a proposta é uma investigação no corpo do criador/intérprete enquanto negro, no movimento dos corpos cotidianos e míticos, nas danças e rituais do candomblé, traçando um paralelo entre a cena artística e a ritualística. Uma pesquisa nos estados corporais do intérprete. Construção e desconstrução de espaço, tempo e movimento, gerando ação-físico-dramática. A corporalidade e personagens encontradas no espetáculo partem das memórias e informações situadas no cotidiano deste negro, das suas referências histórico-culturais, dos seus questionamentos da contemporaneidade. O tema desenvolvido fala de identidade racial e nacional, buscando transpor este universo pesquisado no corpo do intérprete em um espetáculo de teatro/dança.
Sobre esta incorporação das suas inspiradoras palavras, Marcelino Freire, o autor, depois de assistir ao espetáculo em Recife e São Paulo, escreveu:
“O meu-seu Negro de Estimação deu-me uma facada. Uma fisgada. Seu corpo nu me vestiu de bala. Perdida. Deixou-me em choque. Alerta. Ave nossa! Essa contradança com as palavras. Esse balé-ralé. Pois é. Acho até que você melhorou os meus contos-cantos. Porque deu corpo e pele a eles. Porque transcendeu essa coisa de página em branco. Branca. Sem cheiro. Você deu suor aos meus parágrafos e medos. Você me descabelou. Irá, com certeza, por onde você for deixar a platéia em flor. Pele e pelô...”
FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO:
Adaptação do livro Contos Negreiros, de Marcelino Freire
Criação, direção e interpretação de Kleber Lourenço.
Co-direção e direção de arte de Marcondes Lima
Figurinos: Luciano Pontes
Cenografia: Bruno Vilela
Trilha Sonora Original: Zé Guilherme Allen
Criação e Operação de Luz de Luciana Raposo
Operação de Som de Pedro Vilela
Assessoria de imprensa: Christianne Galdino
Produção Executiva: Daniela Azevedo / Kleber Lourenço
Designer Gráfico: Fernando Silva
Classificação: 16 anos
Duração: 55 minutos
SERVIÇO:
NEGRO DE ESTIMAÇÃO
TEATRO APOLO – DE 05 A 27 DE ABRIL DE 2008
SÁBADOS, ÀS 21h e DOMINGOS ÀS 20h
INGRESSOS: R$ 10,00 e 5,00
Contatos: Kleber Lourenço
Telefone: 81. 8838-9699/3221-3359
lourencokleber@hotmail.com/ www.kleberlourenco.com. br
TRAJETÓRIA DO ESPETÁCULO
- Neste mês de março, Negro de Estimação representou o estado na programação do Festival de Teatro de Curitiba, considerado um dos maiores festivais de artes cênicas do país. Ano passado Kleber Lourenço participou deste mesmo festival como diretor da peça Três Viúvas de Arthur, que têm a atriz Hermila Guedes como protagonista. A peça participou da mostra oficial do evento. Este ano ele recebeu o convite para participar com seu solo da Mostra Fringe, e fez duas apresentações na Sala Londrina, nos dias 27 e 28 de março.
-O espetáculo Negro de Estimação foi uma das únicas estréias nacionais em setembro de 2007 do 14° Festival Internacional de Teatro Porto Alegre em Cena, em Porto Alegre – RS. De lá, seguiu para temporada em Belo Horizonte – MG, no Teatro SESI Minas, e depois participou do Satyrianas 2007- evento teatral promovido pelo Grupo Satyros em São Paulo – SP. De volta a Pernambuco, levou o solo para o Aldeia do Velho Chico – III Festival de Artes do Vale do São Francisco, em Petrolina e para o 19° Feteag – Festival de Teatro do Agreste em Caruaru.
-Estreou oficialmente em Recife no X Festival Recife do Teatro Nacional em novembro de 2007, convidado pela curador, o crítico teatral Kill Abreu. O espetáculo foi bem elogiado pelos críticos e imprensa especializada, ganhando destaque nacional (ver anexo: imprensa). Em janeiro desse ano participou do XIV Janeiro de Grandes Espetáculos.
- Agora cumpre sua primeira temporada oficial de 05 a 27 de abril, aos sábados às 21h e domingos às 20h no Teatro Apolo. A montagem tem o incentivo do Funcultura-PE e apoio cultural da Prefeitura do Recife, Centro Apolo-Hermilo, Salute Academia, Apacepe e Bar Casa da Moeda.
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