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| Mariângela Valença | ||||||||||||||||
MARIANGELA VALENÇA LANÇA LIVRO DE FREVO EM BRAILLE, AGORA EM FRANCÊS.
Apaixonada pela cultura pernambucana, a bailarina, coreógrafa, professora de dança, atriz, psicóloga e produtora cultural Mariangela Valença estreou como escritora dedicando sua obra ao público infantil, em janeiro de 2008. E o tema não podia ser outro senão o frevo, sua grande paixão. Mas este não é somente mais um livro para crianças, ele é o primeiro com caráter histórico voltado para os jovens leitores, com faixa etária entre 06 e 11 anos de idade. E o pioneirismo vem em dose dupla, já que esta “aula de frevo” em forma de livro foi publicada em Braille (onde 50% da publicação foi doada), viabilizada através do incentivo do Funcultura - Fundo de Incentivo à Cultura de Pernambuco. Mariangela ainda busca patrocínio para editar e publicar também a versão em tinta do seu livro: AULA-ESPETÁCULO: 100 ANOS DE FREVO, mas por iniciativa própria conseguiu produzir 20 exemplares traduzidos para francês (em braille), que foram doados a instituições de cegos e bibliotecas que atendam a esse público na França. Aproveitando a sua viagem à Bobigny (França), no período de 09 a 21 de junho, onde se apresentou com a Spok Frevo Orquestra, e ministrou quatro oficinas de frevo, na Casa de la Cultura de la Seine-Saint-Denis; ela entregou, pessoalmente, os livros. O primeiro registro em braille de frevo do mundo ganha nessa versão francesa (em breve, serão lançados nos respectivos países, também, a versão inglesa, espanhola, italiana e alemã) mais um desdobramento audacioso de um projeto que Mariangela Valença vem desenvolvendo há mais de cinco anos e já conta com a vídeo-aula “aprenda frevo” (2002), também disponível no site www.aprendafrevo.com.br.
A Cooperativa do Produtor Portador de Deficiência de
Usando linguagem fácil e contemporânea, Mariangela Valença transforma-se em personagem (a professora Marifrevo) da sua história, descrevendo no texto uma parcela da sua própria trajetória como divulgadora deste que é um dos principais ícones da cultura pernambucana. A aula se passa em uma escola pública do Recife e os alunos-personagens que protagonizam a história têm os curiosos nomes de Stefane Capibaribe da Silva, uma menina de onze anos, e Andrey José Arrecifes, de dez anos. A autora explica a opção por nomes estrangeiros como uma forma de ilustrar uma realidade comum nas salas de aula das escolas públicas brasileiras. O livro “Aula espetáculo: 100 anos de frevo” traz ilustrações de Ítalo Cajueiro para complementar o cenário praticamente auto-biográfico do texto de Mariangela Valença.
A atuação como bailarina no Balé Popular do Recife (1990-1995) e Balé Brasílica (1991-1995), além da participação como bailarina e coreógrafa da Versão Brasileira (1993-1999) possibilitaram experiência suficiente para que Mariangela Valença pudesse trilhar uma bem-sucedida carreira solo, situação pouco comum para bailarinos de danças populares. A determinação e o entusiasmo característicos a conduziram às platéias internacionais, na condição de passista de frevo. Somente em 2007 e 2008, ela já representou o Recife, Pernambuco e o Brasil em feiras internacionais de turismo da Argentina, Portugal, Espanha, Itália, Alemanha e França.
**OBS.: Agora o livro, também, se tornou E-BOOK. Confira no site: www.ebooksfliporto.com
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