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Arte e engajamento político no 47° Salão de Artes Plásticas Artistas, índios e quilombolas se encontram para provocar uma reflexão sobre meio-ambiente, cidadania e identidade étnica a partir de discussões que envolvem a arte contemporânea e o engajamento político na exposição Macunaíma Colorau, que será aberta no dia 26 de novembro no Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC), em Olinda. A exposição é a terceira atividade do 47° Salão de Artes Plásticas de Pernambuco em 2009, que engloba ainda ações educativas, realizada pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE) e busca colocar no eixo dessa discussão o envolvimento político ativo e crítico, principalmente entre as artes visuais e a sociedade. |
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| Macunaíma Colorau foi um trabalho desenvolvido por um coletivo de artistas nos territórios indígenas Xukuru, Truká, Kambiwá e ainda, nas comunidades quilombolas de Castainho e Conceição das Crioulas, localizadas respectivamente, nos municípios de Pesqueira, Cabrobó, Ibimirim, Garanhuns e Salgueiro, cujo resultado foi desenvolvido por essas comunidades partindo de oficinas, vídeos, fotografias e instalações .O desdobramento da ação que envolve o coletivo de artistas e as comunidades poderá ser vivenciado na exposição Macunaíma Colorau promovido pelo 47° Salão de Artes Plásticas de Pernambuco em 2009. Mostra paralela de vídeos - A exposição Macunaíma Colorau conta ainda com uma mostra de vídeo paralela que aborda questões referentes ao meio-ambiente, cidadania e identidade étnica com curadoria do cineasta Leo Sette, nos dias 5 e 12 de dezembro, a partir das 18h30. Museu de Arte Contemporânea (MAC) - Localizado no sítio histórico de Olinda, o Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC-PE), foi inaugurado no dia 23 de dezembro de 1966, com a doação de parte da Coleção do Embaixador Assis Chateaubriand ao Estado. Hoje o museu conta com um acervo de mais de 4 mil obras das mais variadas técnicas, épocas e estilos, indo desde o academicismo francês até a contemporaneidade. Informações sobre obras Guerreiros da Água e da Terra Jovens Truká percorrerem as ruas de Cabrobó amordaçados em uma performance que fala mais alto do que qualquer mensagem veiculada por um potente carro-de-som. Ao final da caminhada, eles duelam com a maior autoridade do país no “Buraco do Geddel”, construído pelo exército durante a visita do ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, às obras de transposição do rio São Francisco. Realizadores: Ana Maria da Silva, Cláudia da Silva, Clebson Pereira Nunes, Francinaldo P. dos Santos, Jéssica Carinhanha Marques, João Paulo Carinhanha Marques, Joseilson Damacena Carinhanha, Larissa de Sá Alves de Oliveira, Maria Luiza Santos Neta, Maurílio Nogueira dos Santos, Tania Maria da Silva, Thaís Andressa Carinhanha da Silva, Vinícius Lima dos Santos e Vitória Jamaria Lima dos Santos.Sangue de Fogo Atualmente, o povo Xukuru detém 98% do controle político, ambiental e econômico de seu território. Como ocupar essas terras e desenvolver atividades econômicas, preservando o meio ambiente da magnífica Serra Ororubá, é hoje uma das principais discussões deste povo. Neste vídeo, os jovens Xukurus retratam exatamente essa preocupação, ultrapassando os limites do território indígena ao abordar um problema que é de todos nós: a destruição do meio ambiente e suas consequências para a vida. Realizadores: Adilson Henrique Barbosa, Ana Carolina Cabral de Lima, Anna Flávia Araújo Dantas Silva, David Rian Araújo de Amorim, Diego Renan Araújo de Amorim, Eliane Beserra dos Anjos, Gilmário Raony Martins da Silva, Guilherme Araújo Marinho Magalhães, José Silvânio Soares da Paz, Maria Deysiany Alves dos Santos, Micaele Simplício, Rayra Millena de Araújo Mandu, Ronaldo Santos da Paz, Wyne Nogueiro de Souza.Lapada Seca De forma poética, jovens quilombolas de Castainho relacionam a principal atividade econômica da comunidade à luta que se trava em suas mentes ao deparar com o preconceito racial. Um duelo enfrentado muitas vezes de forma solitária, que tritura a autoestima de qualquer um, mas àqueles que o vencem tornam-se livres como seus ancestrais – negros e negras do Quilombo dos Palmares. Realizadores: Edivane Lopes Isidio, Erivaldo Lopes Isidio, Jaqueline Lopes de Brito, João Lopes da Silva, Joseane Silva Lopes, Josenaldo Lopes Bernardo, Liliane Luciana Bernardo da Silva, Madalena Lopes Bernardo, Maria José da Silva Lopes, Manoel da Silva Gomes, Renaldo Lopes Bernardo, Valmira Mendes Barbosa. Corrente da Destruição Território Cercado Você é Macunaíma Colorau? Videopesquisa acumuladora de dados e experiência para o desenvolvimento do projeto. Nela, centenas de indivíduos são provocados a se autodefinirem do ponto de vista “colorau”: étnico, racial, cultural, epidérmico etc.Cerca de 500 entrevistados, moradores dos epicentros dessa babilônia étnica e racial, respondem muitas vezes de forma surpreendente se são índios, brancos ou negros. E você sabe o que é? Negro, branco ou índio? Ou todos? Ou alguns? Ou nenhum? Realizadores: Angelo Bueno, Clarice Hoffmann, Çarungaua, Guma Farias, Lourival Cuquinha, Renato Pimentel, Thelmo Cristovam e Zzui Ferreira. Sino-Chocalho Composto por maracas e cabaças, o sino-chocalho pode ser acionado por qualquer um, a qualquer momento, visto que todos têm acesso ao seu mecanismo de controle. O objeto foi instalado pela primeira vez entre os sinos da Igreja Nossa Senhora da Montanhas, localizada na Vila de Cimbres, território Xukuru. Realizadores: Lourival Cuquinha e Cícero Brasilino dos Santos (Bino). Corrente da Destruição Para a corrente destruidora de quatrocentos hectares de terra, mata e caça do território Kambiwá, Thelmo Cristovam preparou um objeto sonoro comissionado para dialogar com a gigantesca corrente de desmatamento, baseado em rígidas regras da organização da música concreta. Construído com sons reais, concretos, de desmatamento em vários locais ao redor do globo. Realizadores: Thelmo Cristovam. Buraco Negro Para o fotógrafo Mateus Sá, o termo Buraco Negro sempre o remeteu a algo misterioso. O fim por si só, o inverso da criação. “Isso sempre me fez refletir sobre a existência, o significado da vida e para onde ela caminha a partir das escolhas que fazemos no seu decorrer”. A série faz parte de uma tríade composta também pelos trabalhos Reflexões I e Reflexões II, todos tratando da questão ambiental com foco no desmatamento urbano. Realizador: Mateus Sá Retratos dos Kambiwá O projeto “A Volta do Lambe-Lambe” idealizado e dirigido pelo artista Luiz Santos e realizado em parceria com Tonho Ceará, último fotógrafo lambe-lambe em atividade no Recife, retratou de forma ímpar o povo Kambiwá. Nessa série de dez retratos, selecionados especialmente para essa mostra do coletivo Macunaíma Colorau, o aspecto etnográfico das imagens engana os olhares desatentos e àqueles que têm uma visão estereotipada sobre a “aparência” física daqueles que se afirmam índios. Realizadores: Luiz Santos e Tonho Ceará. Gaiola com Barretinas Criada para ações da Rede Xukuru, esta instalação composta por uma gaiola aprisionando as barretinas é uma expressão de indignação coletiva contra a criminalização dos índios Xukuru de Ororubá. As barretinas – objeto da vestimenta ritual - representam os 43 indígenas processados, entre eles 23 condenados, 2 cumprindo uma injusta e ilegal prisão preventiva e o restante aguardando um indecoroso julgamento. Realizadores: Carol Leal e Angelo Bueno. Serviço: Atividade Especial do 47º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco | Exposição Macunaíma Colorau Museu de Arte Contemporânea (MAC) (Rua 13 de Maio, 157. Olinda. F: 81 3184.3153) Abertura 26 de novembro | De 27 de nov a 27 de dez/09 Horários de funcionamento: de terça a domingo, das 09h às 17h Horários especiais: 05, 06, 12 e 13 de dez/09, das 9h à 20h. Mostra de vídeo: 05 e 12 de dez/09, das 18h30 à 20h30. Informações Agendamento de visitas 81 9734.8955 | educativosalaope@gmail.com |
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