![]() |
|||||
| Abaixo, Klebi Nori no LANÇAMENTO de seu CD "Inverno do Seu Jardim", na Livraria Cultura em 15/04 com Pedro Rodrigues do VETORCULTURAL.COM em noite de autógrafos. |
Cantora e Compositora Klébi Nori Site oficial: www.klebinori.com Veja também bo : www.youtube.com/klebinori
www.vetorcultural.com Sua obra em CDS por Eugênio Brandimarte 2006
A compositora e cantora paulistana viu efetivada sua carreira em 1995, quando começou a colher os louros por sua performance artística no primeiro CD “Klébi” – produzido por J.C Costa Netto – Dabliu Discos. Este trabalho emplacou canções que são obrigatórias em roteiros e shows atuais como: “Calendário Lunar”, “Ligeiro” e “Salve linda canção sem esperança”, aliás, nesta, uma inspirada interpretação para a pérola do negro gato Luiz Melodia.
Klébi e Costa Netto entregaram os arranjos às mãos de três grupos de músicos que viveram um contexto inusitado: a dupla Fernando Melo e Luiz Bueno, sofisticados violonistas que compõem o Duofel, ao suingueiro Skova, aquele mesmo da Máfia e aos que fizeram a liga disso tudo por já trabalharem há anos com a cantora - José Antonio Almeida e Ney Marques que se tornariam seus parceiros e produtores nos dias atuais.
O resultado da aventura era o esperado – o melhor da compositora em exposição.
Contratada em 1997 pela gravadora Velas faria seus dois próximos álbuns: “Ilusão das Pedras” produzido pelos, até então pouco articulados, porém já avisando para o que viriam, João Marcello Boscoli e Max de Castro; e dois anos depois o CD “Escolhas” que teria produção e arranjos assinados pelo Premeditando o Breque Mario Manga e pelo conceituado músico e compositor Swami Jr.
O contemporâneo “Ilusão das Pedras”, estava de fato anos luz à frente de seu tempo, ou seja, já era eletrônico e misturava às varias faixas de sampler e sequencer, a percussão do emergente, na época, Marcos Suzano e o diferencial acordeom de Dominguinhos. De cabo a rabo o mais curto dos álbuns de Klébi e, isto, pareceu o suficiente entendido por João Marcello e Max para o momento dela com forte repertório autoral, destaque para “Céu de antenas”, “Primeiro” e “Tem quem não”. O CD poderia ser lançado nos dias de hoje que ninguém iria supor que já teria idade para ler e escrever sua própria história.
O 3º CD “Escolhas”, nasceu eclético e descontraído. Klébi grava seu primeiro samba :
“O samba de sampa” numa época em que cantora de sua praia não gravava esse gênero, ou seja, arrojando novamente, se abrindo a diversidade de suas composições e nada presa a padrões de comportamento vigentes, lançava um CD novamente rico em letras e desta vez com mais guitarras, violões e cordas. Os arranjos dilataram a veia urbana de Klébi como em “Eu sou Paulista” e “A cidade de Outro”, mas não deixaram se perder sem lirismo suas experiências regionalistas como a bucólica “Pé de Amor”. Tudo se mostra de forma a desfilar as canções, ora justapondo-as, ora simplesmente reunindo-as numa sólida unidade.
Saindo da gravadora Velas, fica seis anos sem gravar, mas a hibernação lhe garantiu o bendito fruto “Inverno de seu jardim” – DNZ Music – o 4º Cd pela nova gravadora paulista que está sendo construída pelos lá atrás citados José Antonio Almeida e Ney Marques além de um velho amigo e músico Dadi Amil. A chegada deste CD ampliou seu roll de admiração entre crítica e público espalhados pelo Brasil.
A experiência dos anos com Klébi deu a José Antonio a chave para abertura de mais um cofre pessoal da artista pinçando novas e antigas canções de letras vigorosas e exibindo uma compositora mais empenhada com o setor melódico e harmônico como é o caso da bossa “Quatro ventos”. O CD conta com a participação do amigo de adolescência – Roger - do Ultraje a Rigor numa surpreendente interpretação na balada quase romântica – “Tempo em Comum” e com um brilhante momento incidental de “Janelas Abertas nº 2” de Caetano Veloso com Osvaldinho do Acordeom bandoneando uma espécie de tango em “Família vende Tudo”. O restante é só coisa boa para os ouvidos e para a alma e como Klébi mesma diz em “Choro pela cidade” ...”não sei o que você ouve, só sei que eu gostaria é que fosse bom”.
|
||||
![]()
![]()
|
|||||
Voz e Metrópole
Contralto charmosa que se impõem em notas mais agudas também, parece ter estudado muito, o que segundo a própria artista é lenda porque sua vivência vocal foi feita de puro, livre, paulatino e natural crescimento:“ às vezes, se aprende a cantar por instinto ou osmose ouvindo os outros cantarem, cantando com eles mesmo sem abrirmos a nossa boca ”
Nascida no bairro do Ipiranga na capital de São Paulo que lhe causa um efeito orgulhoso, a cantora não carrega o sotaque do Brás ou da Mooca, mas não foi poupada dos fortes “erres”.
Diz que nunca conviveu bem com o crescimento desordenado destruidor da história e patrimônio da cidade e que “desenvolvimento é igual a bom senso”. Talvez seja a compositora representante paulista que mesmo aberta a um mar de possibilidades criativas, tenha dedicado, até agora, boa parte de sua obra ao panorama paulista que vai de nomes de ruas, obras de arte, rios, imigração, escolas de samba, times de futebol, metrô, torres a famosos e anônimos que viram personagens das canções.
Trilhou o caminho que muitos trilharam – bares e festivais, no entanto, optou pelo que muitos não optaram – São Paulo. Isto a afastou dos desejos da corte carioca, por exemplo.
Contemporânea da vanguarda paulista viu seu trabalho se expandir para além do chamado circuito cultural da cidade. Letrista de mão e mente cheias, une técnica e emoção mantidas em cds autorais.
A sua São Paulo não foi nem será a cidade daqueles vanguardistas embora, os que nela se fazem e se refazem tenham como característica, quem sabe destino, a consciência urbana influenciando sua escrita sucinta, direta, no alvo, mesmo quando seus versos pareçam complexos.
Cultuando seu trabalho teve produtores muito especiais na cena paulista que foram, de certa forma, pioneiros ou expoentes de gerações, tendências e movimentos. Costa Netto com sua artesã Dabliú Discos (CD Klébi); João Marcello Boscoli/Max de Castro que se tornariam figuras condutoras de uma visão de música mais dinâmica e moderna (CD Ilusão das Pedras); Mário Manga/Swami Jr.(CD Escolhas) inquietos mosqueteiros que não trabalham hoje só com a irreverência, mergulham fundo no que diz respeito a boa música e José Antonio Almeida que aposta neste momento numa pequena gravadora na capital que conseguiu produzir um CD impecável(Inverno do seu Jardim) respeitando os valores da artista.
O que por outro lado, às vezes, distância Klébi Nori da epopéia paulista, é o fato de suas avenidas barulhentas, iluminadas e congestionadas, esconderem-se por entre uma névoa que produz só vazio e silêncio, onde impregnação emocional sobrepõe a estrutura de idéias rígidas e retornam simples e com fluidez aos caminhos e aos ciclos das paixões.
O surpreendente mesmo é que esta temática nada casual, não a impede de ser condecorada e ovacionada em cidades como Recife, Natal, Brasília e outras onde seu trabalho há muito, já se tornou conhecido e esta descentralização faz da compositora, que teve seus CDs confeccionados por gravadoras pequenas, o que por sua vez implicou em muita ginástica mental e física, uma campeã de cds vendidos em shows, quando artistas em seu patamar nem ainda podiam produzir seus discos em casa.
Consegue deslizar por seu caminho sendo executada em rádios do seguimento por todo o território. Tudo começou com “Ligeiro” na jamais esquecida Musical FM, exclusivamente nacional, a queridinha dos ouvintes da boa música brasileira nos anos noventa.
Seus shows solo ou com banda estão sempre lotados de fãs, bomba orkut, responde simpática a todos os e-mails e dá autógrafos carinhosíssimos.
É uma artista que está sempre em noite de gala mesmo quando no palco veste jeans. Traduz perfeitamente o espírito do que mais gosta em sua cidade – elegância. Fora do palco não é vista em baladas noturnas pois, diz gostar demais do dia e se “agendar para boas noites de sono”.
O retrato da artista quando ela mesma
Deixou-se fotografar para todos CDS por profissionais que bem souberam explorar sua sutil beleza nada roubada e sim, ganha de seus ascendentes italianos.
Recostada em uma grande janela em frente a uma das torres paulistas com pernas à mostra no CD “Klébi”; saindo de um carro num corpete de cetim inesquecível aos olhos dos fãs e no mesmo encarte com um coque displicente sentada numa calçada no caprichoso “Ilusão das Pedras” e ao contrário de perder as forças, redobrou energia com o corte das longas madeixas em “Escolhas”. Em “Inverno do seu Jardim” esbanja seu rosto anguloso, nariz e olhar de neta de imigrantes italianos numa feição que sempre instruiu algo. Quem vira o CD nas mãos, se depara com o caminhar de Klébi e sua mão segurando o case de seu instrumento – violão, dois parceiros que seja para aonde estiverem indo, estarão esbanjando certamente a sedução e a estética da arte proposta. |
|||||
![]() |
|||||
![]() ![]() ![]() |
|||||
| Fones: (81) 3222-0815/9647-0710 | jornalismo@vetorcultural.com | ||||
| O material escrito de divulgação nos foi gentilmente enviado e cedido pela srta Sheila Aragão da KS PRODUÇÕES, a quem agradecemos muito. As fotografias são de autoria de Pedro Rodrigues do www.vetorcultural.com . | |||||