| Ipojuca
Seguindo pela PE-60,Km 14, procurando nos afastar dos conflitos da cidade grande, pousamos em Serrambi, entre Mar, Riachos e Cantos, e a rede que descansa.
Praia do litoral Sul de belas paisagens e caminhos para outros locais ainda mais belos.
No caminho, antes de chegar, passamos por Ipojuca, região do Cabo, local de pleno desenvolvimento.
Vê-se à direita, bem recuada da pista, uma casa, incomum.
Um grande janelão mostra um tapume, onde algums máscaras expostas, revelam a intenção do local. Cerâmica, barro, vítreo, formas possuídas pelas crenças, pelo onírico, pesadelos e viagens. Vestígios tribais, por onde seus olhos passaram. Nay, ou melhor, Nelson Lourenço Paes, esculpe com cinzéis, mãos, dedos, e vontade, sua bela obra, que muitos quiseram apagar.
Trabalhou em estradas, como engenheiro.
Traído pelo compromisso que assumira, deixou tudo para trás e lançou-se à floresta decifrando lendas, vivendo entre índios, barulhos e luzes à noite, objetos não identificados, desconhecidos.
em suas andanças, parou em Ipojuca, onde com suas próprias mãos ergueu sua casa, seu atelier, seu reino, sua família.
Trabalha com escultura, pintura, desenho, nankin.
Tem belas histórias para contar.
tornou-se um amigo, onde, de vez em quando, mesmo distante, nos dá a oportunidade de conhecê-lo mais e mais, e tomar conhecimento de sua Arte.
Este conseguiu sair da floresta. |