OS MECENAS E A ACADEMIA PERNAMBUCANA DE LETRAS
Digníssimo Presidente da Academia Pernambucana de Letras, Dr. Waldênio Porto
Demais autoridades componentes da mesa
Minhas senhoras e meus Senhores
Designado para agradecer em nome dos galardoados com os prêmios literários do ano 2008 quero, em primeiro lugar, declinar meus agradecimentos a Deus por esta extraordinária oportunidade.
A Academia Pernambucana de Letras, terceira do gênero a ser criada no Brasil, tem, nos 108 anos de profícua existência, dado provas incontestes de sua vitalidade, na luta em prol da promoção e defesa dos valores culturais de nosso Estado, especialmente no campo da criação literária.
Nesta ilustre Casa de Letras, verdadeiro Templo da Cultura Pernambucana, trincheira em defesa da inteligência do povo pernambucano, na qual se cultua “a arte de escrever”, parafraseando o fraterno amigo Waldênio Porto, faz-se necessário a luta pela continuidade da criação literária nordestina. Portanto, ilustres ouvintes, nunca é demais repetir os nossos agradecimentos aos mecenas desta noite.
Destaco para os que formam esta seleta platéia que, diferentemente da época do Renascimento Cultural (Séculos XV e XVI), onde a burguesia praticava um mecenato como forma de promover o próprio nome e, rapidamente, alcançar o status de nobreza, hoje, a busca por pessoas e ou instituições dispostas a patrocinar e investir em arte e na cultura, nestes tempos de escassez de recursos financeiros, é tarefa extremamente difícil.
Caríssimos, precisamos incrementar o entusiasmo pela vida literária em nosso Estado e, por extensão, no território Nacional, da mesma forma como se fazia no começo do século passado.
Devemos reavivar, portanto, os ânimos daqueles que fazem a literatura brasileira, levando-os, principalmente, à gostosa convivência em salões literários, cafés, livrarias, onde comumente costumam-se reunir os amigos das letras.
Agradecemos, portanto, à acadêmica Fátima Quintas, filha do saudoso professor Amaro Quintas - Prêmio Amaro Quintas História de Pernambuco, a Sra. Lia Brito Alves, viúva de Antônio Brito Alves - Prêmio de Ensaio Antônio de Brito Alves, a Ester Souto Carvalho (in memorian) - Prêmio Ficção Vânia Souto de Carvalho, às Edições Bagaço - Prêmio Literatura Infantil Elita Ferreira, ao acadêmico Vamireh Chacon - Prêmio Escritora Nordestina Dulce Chacon, à Família do poeta Edmir Domingues - Prêmio de Poesia Edmir Domingues e ao acadêmico Antônio Corrêa - Prêmio Leonor Carolina Corrêa de Oliveira, para História de Condado e Goiana.
Ganhar os importantes prêmios apadrinhados pelos mecenas acima mencionados e concedidos pela Academia Pernambucana de Letras, muito nos honra e nos eleva, pois trata-se de um poderoso estímulo para nós que fazemos, com todos os tipos de dificuldades, a rica cultura literária pernambucana.
Fiquem certos de que o mundo literário aguarda ansioso o surgimento de novos investidores culturais que permitam garantir a continuidade da valorosa cultura pernambucana.
Minhas senhoras e meus senhores, estes mecenas do Século XXI, desprovidos dos interesses e das vaidades daqueles do Renascimento, continuam, apesar dos contratempos, a promover o desenvolvimento da fantástica cultura pernambucana, estimulando e desafiando o exercício da criatividade. Por questão de justiça, peço uma calorosa salva de palmas para eles.
Obrigado! |