EXPOSIÇÃO DE OBRAS DO GRUPO FLUXUS APRESENTA IMPORTANTE CAPÍTULO DA
HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA

O grupo Fluxus, surgido no início da década de 1960, era composto por músicos, artistas plásticos e poetas, unidos pela crítica ao vigente mercado de arte. Inspirados em movimentos como o Dadaísmo, o Surrealismo e o Construtivismo Soviético, os participantes de Fluxus, trocavam idéias, criavam eventos artísticos inovadores e, através de correspondências, construíram uma rede de interação artística hoje só possível através da internet. Em suas criações, estão presentes as primeiras experimentações com a Arte Conceitual, performances, obras de arte-postal, livros de artista e manifestos nos quais fica claro o posicionamento em favor de uma arte antiintelectual, em estreita conexão com a vida cotidiana. Quarenta anos depois, as propostas do Fluxus permanecem extremamente atuais e presentes na arte contemporânea e, através do acervo pessoal de Paulo Bruscky – que também foi participante do grupo - poderão ser apreciadas por artistas, estudantes, pesquisadores e admiradores de arte na exposição Fluxus (acervo Paulo Bruscky), em cartaz no Mamam, a partir de 01.11. A coleção, com cerca de quinhentos arquivos (a terceira maior coleção particular do mundo sobre o Fluxus), assinala o envolvimento do artista pernambucano Paulo Bruscky e o modo de participação colaborativa do grupo.

 A coleção de Bruscky iniciou a partir da inserção do artista no Fluxus e foi sendo construída através de trocas de correspondências, contatos pessoais com os participantes e aquisições durante as várias viagens que realizava. Hoje conta com obras de 47 artistas que participaram do grupo durante as décadas de 60 e 70, além de uma grande relação de catálogos, arquivos e eventos do grupo, realizados durante esse período. Dentre as obras que compõem o acervo, há trabalhos de Joseph Beyus, John Lennon, Yoko Ono, Nam June Paik (considerado o pai da vídeoarte), George Maciunas (criador do termo Fluxus), John Cage (figura seminal do movimento), Bruno Munari, só para citar alguns. Nos arquivos que serão expostos ao público, figuram raridades como o primeiro manifesto do Fluxus, publicado  em 1966, a coleção da editora de Dick Higgins, além de produções mais recentes de quase todos os integrantes do grupo. O acervo demonstra, ainda, a amplitude da internacionalização do projeto (que teve participantes do Japão, Brasil, Estados Unidos, Europa, entre outros). Os arquivos que compõem a coleção abrangem desde o Gutai – grupo vanguardista japonês de Osaka, que em 1954 já se antecipava ao Fluxus, como pioneiro da Land Art, Performance, Instalação, Conceptual Art - até conceituados artistas que contribuíram para fundamentar o que hoje se entende por Arte Contemporânea. O objetivo da mostra Fluxus – Acervo Paulo Bruscky é divulgar o heterogêneo grupo de artistas Fluxus em toda a sua subversiva, política e ambiciosa expressão artística.

 

SERVIÇO:
GRUPO FLUXUS
Abertura: 01 de novembro.
Visitação: de 02 de novembro até 13 de janeiro de 2008.
Terça a Domingo, das 13 às 19h; quartas, das 9h às 19h.
Onde: Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM)
Rua da Aurora, 265, Boa Vista - Recife – PE.
Tel 3232 1694 e 3232 5399
mamam@mamam.art.br

 

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