Recife, 19 de novembro de 2008

11º Festival Recife do Teatro Nacional apresenta

o Teatro dos Coletivos e os Retratos do Brasil

 

Abertura oficial do evento acontece no dia 20 de novembro no Teatro de Santa Isabel, com homenagem a atriz pernambucana Geninha da Rosa Borges e apresentação

do espetáculo “Miranda e a Cidade”, da Cia. Circo Mínimo, de São Paulo.

 

O 11º Festival Recife do Teatro Nacional apresenta o diálogo entre dois aspectos fundamentais da cena contemporânea: a cultura de grupo e a representação da realidade brasileira. Com curadoria do dramaturgo, crítico e pesquisador teatral Kil Abreu e coordenação geral de Lúcia Machado, o festival acontece de 19 a 30 de novembro de 2008. A programação de espetáculos e eventos especiais é guiada pelo eixo temático "O Teatro dos Coletivos e os Retratos do Brasil" e homenageia a atriz pernambucana Geninha da Rosa Borges.

 

O evento é promovido pela Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura do Recife. O festival tem patrocínio da Eletrobrás e Chesf, e apoio do Ministério da Cultura, pela Lei de Incentivo a Cultura; Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco (Fade - UFPE); Centro Josué de Castro; e Livraria Cultura.

 

Ao todo, são 51 apresentações de 17 espetáculos teatrais, dos quais quatro pernambucanos e 13 de outros estados. Um panorama da produção nacional é traçado a partir de peças de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco. O festival é realizado em palcos de seis teatros e em seis Regiões Político-Administrativas (RPAs) da cidade.

 

Seguindo a política cultural de descentralização das ações da Prefeitura do Recife, o festival realiza 18 apresentações nas RPAs. E nos teatros, os ingressos têm preços populares – R$ 5, nos teatros de Santa Isabel, Hermilo Borba Filho, Apolo e Armazém; e R$ 1, nos teatros do Parque e Barreto Júnior.

 

MIRANDA E A CIDADE - Para abertura oficial do evento no Teatro de Santa Isabel, no dia 20 de novembro, foi escalada a Cia. Circo Mínimo (SP), que comemora 20 anos de atividades com "Miranda e a Cidade", espetáculo que utiliza a linguagem circense com dramaturgia de Aimar Labaki e direção de Rodrigo Matheus.

 

Baseada em "A Tempestade", peça escrita por William Shakespeare e considerada uma das obras primas do teatro universal, a montagem enfatiza as diferenças e possibilidades entre a magia da ilha shakespeariana e a crueza da cidade. O espetáculo retoma as personagens Próspero e Miranda, de Shakespeare, no Brasil do início dos anos 70.

 

HOMENAGEM - Antes do espetáculo da noite de abertura, o festival homenageia mais um dos grandes valores do teatro pernambucano, a atriz Geninha da Rosa Borges, que há mais de 60 anos se dedica à arte do teatro com talento e vigor. Além de homenagem no palco do Santa Isabel, eventos especiais durante a programação destacam a trajetória e a paixão de Geninha pelo teatro.

 

No Salão Nobre do Santa Isabel, os visitantes vão poder fazer um passeio pela história de Geninha, ao conferir fotografias e imagens audiovisuais que registraram a atriz durante sua carreira. A exposição, com curadoria de Célio Pontes, ficará aberta para visitação durante todo o festival.

 

A atriz também será reverenciada com o lançamento do livro "Geninha Total", da poetisa pernambucana Maria do Carmo Barreto Campello de Melo, que faleceu em julho deste ano, sem ter a obra publicada. O Projeto Aprendiz Encena presta sua homenagem com a estréia do espetáculo "Algum amor para Eugênia".

 

APRENDIZ ENCENA - As lembranças de Geninha, que se iniciou no teatro nos anos 1940, foram parar no palco através do texto de Antonio Edson Cadengue com montagem assinada pelo aprendiz-encenador Eduardo Machado. A estréia do espetáculo antecede a abertura oficial, acontece no dia 19 de novembro, às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho.

 

O texto tem como fio condutor memórias que se entrecruzam em várias vozes, que tecem tanto lembranças de Geninha da Rosa Borges quanto peças, autores, diretores com os quais ela trabalhou ou que fazem parte da herança cultural do teatro. Mas nem tudo o que a personagem Maria Eugênia revela é baseado na maneira de Geninha "ser" ou "representar", mas num exercício ficcional, entre realismo e abstração.

EVENTOS ESPECIAIS - Ainda entre os eventos especiais está o seminário “Cinco temas para entender o Teatro brasileiro contemporâneo”, que irá promover reflexões sobre as experiências criativas atuais como as políticas públicas para as artes cênicas, entre outros temas. Apostando no aperfeiçoamento e formação dos artistas pernambucanos, o festival oferece quatro oficinas que exploram técnicas circenses para atores, dinâmicas do processo colaborativo de criação e a construção musical da cena. O seminário acontece de 24 a 28 de novembro na Livraria Cultura.

 

AVALIAÇÃO – No final do evento, a avaliadora Hebe Alves apresentará sua análise publicamente, com a presença da classe artística e público interessado, que também poderá tecer críticas, comentários e sugestões para próximas edições. Hebe Alves é doutora em Artes Cênicas e professora da Universidade Federal da Bahia. Leciona as disciplinas práticas do Bacharelado em Interpretação Teatral e integra o corpo de professores do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA. A avaliação acontece, no dia 1º de dezembro, no Teatro Apolo.

 

Serviço

11º Festival Recife do Teatro Nacional

De 19 a 30 de Novembro

Ingressos: R$ 5, nos teatros de Santa Isabel, Hermilo Borba Filho, Apolo e Armazém;

e R$ 1, nos teatros do Parque e Barreto Júnior.

Espetáculos descentralizados gratuitos nas seis RPAs do Recife

 

 

 

 

 

 

 

 
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