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CADÁVER
Estou no "deserto de azaléias" - barco, flor, deserto, montanhas.
O mar mais raso que já vi. Peixes voadores, não molham escamas, mas os mergulhões, quebram o bico no chão.
Quente...
As barbatanas das sereias espalham ostras como estrelas. É o dia mais longo do inverno, até as espumas das ondas dissolvem mais lentas, como a chegada do sono e do silêncio.
Embora não ouça tocar a cigarra, os diamantes continuam a brilhar dentro dos olhos loucos.
As estrelas traçam o caminho do boto, e apesar de seu silêncio aparente, ele continua querendo perpetuar-se.
Prole gigantesca. Mas seus queridos curumins não o deixam se afastar, emitindo o grito mais profundo que a floresta já ouviu.
Deito meus olhos às ostras, estou cansado das constelações inúteism acompahando o grito que a longo, se pode ouvir da dama da floresta que emite o seu som, bizarro, meio cambaleante,
pelo efeito do álcool retirado de sagradas plantas.
Embora a dama da floresta, cerre os seus caminhos e o impeça de seguir a estrada, suas nadadeiras o colocam acima das vitorias-régias como palco para seguir um novo caminho.
Assim como vendaval espermatônomo, corre e varre diversos jardins e florestas, a procura de úteros sadios, para que seus rebentos possam sair da hibernação.
Procria pinturas com sorrisos de crianças e flores sangrentas no limite dos sonhos.
Uma janela se abre, todos os olhos encarceram-se nas alamedas descompassadas.
“cadáver de Pedro rodrigues e Maerlant Denis
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| VACAS MALHADAS - POEMA PEDRO RODRIGUES |