| Deni, no Lançamento de seu CD em Recife na Livraria Cultura |
Simplesmente Deni
A MPB de cara nova
Sempre é tempo de renovar. A música brasileira, com todo o seu sortimento, propicia uma constante transformação. E já que a
palavra de ordem é transformação, o momento é oportuno
para se falar de uma nova estrela nessa constelação de talentos da verdadeira música popular brasileira: DENI.
Compositor e intérprete, natural de Petrópolis/RJ,
teve seu primeiro contato com a música ainda na infância,
tendo um ouvido educado pela boa música clássica, que transitava
entre Chopin, Beethoven, Bach, Ravel e outros.
Aos 14 anos, acompanhando sua família, radicou-se em Brasília.
Ao chegar à capital, houve um encantamento imediato,
como o próprio artista relata: “Havia uma coisa especial em Brasília,
algo mágico... O céu e a terra se tocando... O sol brotando no chão...
A lua também... Incrível!”
Logo no início dos anos 80, deparou-se com um movimento
cultural do qual, em breve, viria a fazer parte. Com toda a
efervescência da cultura local, a cidade começava a revelar
talentos que naturalmente, tornaram-se ícones no cenário
nacional, como aconteceu com Zélia Duncan, Capital Inicial,
Milton Guedes, Oswaldo Montenegro, Legião Urbana, Cássia Eller
e tantos outros. E de todos, Cássia fica guardada em
terna lembrança, pelos momentos únicos que passaram juntos,
entre um bom papo, muitos risos e claro, várias canções.
Naquela época, Deni, impulsionado pela riqueza da música
brasileira, iniciou sua história como compositor e intérprete.
Formou sua primeira banda, fez shows pela capital e
gravou sua primeira DEMO. Era uma música totalmente intuitiva e visceral, que nascia simplesmente da vontade de
transformar sentimentos em canções.
A banda acabou, mas ele continuou sua trajetória,
compondo, cantando, tocando em bares, participando
de festivais etc.
Compositor versátil, com timbre de voz que
agradabilíssimo, é classificados por muitos como um
compositor plural, pois não se prende a rótulos.
Dá asas à criação sem se aprisionar aos caminhos harmônicos previsivelmente técnicos. Procura sim, preservar sempre três elementos que julga imprescindíveis à boa música: Poesia de qualidade,
melodias envolventes e diversidade rítmica.
Por muitos anos, o artista fez música pelo simples prazer de
conviver com a arte, não se preocupando em se tornar
um intérprete e compositor de renome nacional.
Isso também, por ter que dividir seu tempo entre diversas
outras funções e a própria música. Chegou um momento em que não conseguiu mais calar a voz que gritava dentro de seu peito,
clamando incessantemente pela sua entrega ao destino traçado.
Assim o fez, rendendo-se de vez à música.
Em 1999, convicto do caminho que escolhera, decidiu produzir seu primeiro CD. Foi quando encontrou o produtor Marcos Farias, que se encontrava há pouco tempo em Brasília. Marcos havia feito muitos trabalhos como músico e arranjador de Elba Ramalho, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e outros. Assim, entregou ao então produtor, a responsabilidade de seu primeiro trabalho fonográfico. Produziram então o CD ESFERA. Logo após a produção deste trabalho, Deni percebeu que apesar da experiência adquirida durante as gravações, não era ainda o que estava procurando.
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Como um bom virginiano, inquieto e perfeccionista, não quis dar continuidade à divulgação o CD. Fez alguns trabalhos no nordeste, onde conquistou fãs, assim como em Brasília. Buscava dentro de si e nas outras referências que ouvia, um formato próprio que traduzisse seus anseios de compositor e ouvinte. Assim, em 2004, resolveu assumir as rédeas de uma nova produção, que na época nascia com a canção Oferenda. Entrou em estúdio e em parceria com um amigo músico, foram arranjando e gravando várias canções. Dessa vez, Deni encontrou um formato que o agradava muito, mas sentia a falta de um direcionamento maior. Na verdade, sentia a necessidade de um PADRÃO. Padrão esse que era espelhado nas produções do eixo Rio-São Paulo.
Nesse momento, se é que existe acaso, encontrou o produtor Torcuato Mariano, que conheceu suas canções e a partir daí tudo mudou de rumo.
Torcuato assumiu as rédeas da produção do novo trabalho. Em julho de 2005 iniciaram no Rio de Janeiro a produção do CD VELOZ. Hoje, concluídos os trabalhos, Deni e Torcuato se enchem de orgulho da nova criação. É um CD que acaba de sair de estúdio e que será lançado em todo o Brasil em 2006. Tão equilibrado ficou o trabalho, que Deni foi convidado pela Sony Music Publishing para assinar um contrato de edição, o que se concretizou recentemente. A verdade é que o novo CD do compositor e intérprete carioca vem recheado de belíssimas canções, executadas por uma banda composta de músicos dos mais renomados do Brasil, como é o caso do baterista Carlos Bala, do pianista Paulo Calasans, do baixista André Vasconcellos, do saxofonista Marcelo Martins, do Cello de Paulo Santoro, do Trompetista Jessé Sadoc, da percussão de Léo Reis e claro, do próprio Torcuato Mariano que atua não só como produtor e arranjador mas também como programador, guitarrista, violonista em todo o CD. Isso tudo associado aos trabalhos técnicos do engenheiro de áudio Renato Luís, responsável pela gravação e mixagem do disco, bem como a impecável masterização de Carlos Freitas da Classic Master de São Paulo.
Hoje, Deni está aí. É uma realidade para a música brasileira. Um compositor e intérprete da nova geração que chega para ficar e se destacar entre os grandes nomes de nossa fértil MPB. |
Descontração
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