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Estréia Simultânea dos Espetáculos “ESPAÇO_PESO” E “EU, MEDÉIA” da CIA. SANTA FOGO.
A Cia. Santa Fogo vem desenvolvendo trabalhos cênicos na vertente da atuação do Ator-Pesquisador-intérprete-criador. Suas experimentações verificam a utilização de texto dramático e não dramático, a metalinguagem teatral e textual, o hibridismo das linguagens da dança, teatro, música, literatura, artes plásticas e audiovisuais como elementos para composição da cena; bem como estudos sobre a plástica corpórea do ator através de exercícios de manipulação energética, flexibilidade, experimentações para a composição da voz do ator, baseados nas referências do teatro físico, da dança teatro, das linguagens das máscaras e da mímica corpórea e das artes marciais.
Decorridos estudos voltados para ação do ator-pesquisador-intérprete-criador, como resultado criativo, a Cia. Santa Fogo apresenta a estréia simultânea dos espetáculos |
| “Espaço_Peso” (reflexão cênica sobre o corpo na contemporaneidade) e “Eu, Medeia” (Investigação sobre o universo mitológico, tendo como bases as informações da tragédia grega Medéia, de Eurípides e de lendas da antiguidade). Ainda, como resultado dessa etapa de trabalho, serão oferecidos seminários, oficinas e cursos sobre Formação do Ator-pesquisador-intérprete-criador, Elementos Criativos para Composição Cênica e Treinamento para o Corpo e a Voz.
A partir de junho de 2007, a Cia. Santa Fogo inicia uma série de apresentações internacionais que começa na cidade de Florença, na Itália, com a apresentação do espetáculo PSEUDO. Esse espetáculo segue depois para a cidade do Porto (Portugal), Dublin (Irlanda), Londres (Inglaterra) e Berlin (Alemanha). No mês de Setembro a companhia retorna à Itália para cumprir uma temporada com os espetáculos Espaço_Peso e Eu, Medeia, onde também estará participando da 20º edição do Festival Intercity Festival como observador internacional.
A CIA. SANTA FOGO
A Cia. Santa-Fogo foi criada em 16 de março de 2003 trabalhando a partir da perspectiva de um sujeito integral, imerso em sua cultura, trazendo à tona reflexões em consonância com as temáticas questionadoras da atualidade contemporânea e universal. E para abarcar as questões filosóficas propostas como impulsionadoras de sua criação artística, predispõe-se a uma interação com as linguagens da literatura, do teatro, da música, da dança, da fotografia, do cinema e das artes plásticas e visuais, apoiando-se também nos saberes antropológicos, sociológicos, psicológicos, quânticos e budistas; sendo o seu maior compromisso a especulação sobre o humano, que pode ter como resultado criativo, ou seja, materializar-se artisticamente, de formas diversas (espetáculos musicais, teatrais, de dança, shows musicais, discos, livros, exposições, filmes, vídeos, discussões teóricas,...).
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| CIA SANTA FOGO |
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A companhia se estrutura tendo os anseios poéticos e estéticos dos seus membros, os arte-criadores Carlos Ferrera e Eli Maria, como eixo central de suas realizações, sinalizando aqui um trabalho cotidiano processual de construção de resultados artísticos sintonizados por um tema específico que seja de interesse comum, ou mesmo tendo como foco-recorte a pesquisa cênica de um de seus integrantes, que a disponibiliza, guiando, assim, o processo criativo.
Dentro dos focos de pesquisa até então assinalados e trabalhados dentro da Cia. Santa-Fogo estão: |
O Transe e a Cena;
Integração de linguagens (Hibridismos como uma possibilidade);
A improvisação como possibilidade criativa e de atuação ;
Corpo-movimento (a corporalidade do ator a partir da consciência e centramento energético);
A voz em ação na cena (A pesquisa sobre a produção vocal para a construção de espetáculos cênicos);
Música: presente, passado e futuro (Formas e Reformas);
A linguagem da máscara (Princípios, usos e possibilidade);
A fisicalidade no candomblé;
Universo Feme (A criação e a reflexão a partir de um ponto essencialmente feminino);
O clown;
O Brincante que eu sou; |
RELEASE DOS ESPETÁCULOS:
ESPAÇO_PESO
Espaço_Peso é uma reflexão cênica onde as temáticas da sua composição entrecortam os conceitos da psicologia, da física, fisiologia, anatomia, sociologia, filosofia e bioenergética, dialogando com as teorias das artes (dança, teatro, artes plásticas e performance) para o resultado criativo levado ao palco.
O espaço corpo, o espaço físico; o corpo em potencialidades e condicionamentos nas formas físicas do espaço urbano; a densidade dos corpos; a relação peso físico e peso emoção guardada na memória pele, constituem as imagens expressivas da ação na sua teatralidade.
Em abordagens temáticas que tratam de questões como rotina, condicionamentos e cotidiano; espaço social e corpo político; de amor, solidão e das grandes cidades, enquanto espaço de conflito relacional; forma-se um mosaico representativo da condição do humano em confronto com os dilemas da contemporaneidade.
A narrativa não linear permite a sustentação dos acontecimentos que se sobrepõem ao lógico e previsível, dissimulando, através de uma seqüência de quadros, acontecimentos da realidade. Esse formato também possibilita a subversão da obra sobre os artistas – intérpretes e direção; e ao público dar a oportunidade de assistir ao espetáculo com configurações variadas numa tendência à obra aberta, móvel e instável, tendo também como perspectiva a inclusão de novos quadros ao longo de seu processo e de suas temporadas com novas abordagens temáticas e que suscitarão novas reflexões e configurações.
Encenação, Direção, Roteiro, Composição de Iluminação: Eli Maria
Textos: Oriana Duarte, Caio Meira, Antônio Cícero
Arte-criadores: Carlos Ferrera e Eli Maria
Trilha sonora: Hugo Lins e Eli Maria
Composição musical: Hugo Lins e Marcelo Sena
Composição de figurino: Carlos Ferrera e Eli Maria
Operação de Luz: Marcos Bonachela
Operação de Luz: Pedro Vilela
Realização: Cia. Santa Fogo
EU, MEDÉIA.
A Cia. Santa Fogo apresenta o espetáculo Eu, Medeia, tomando como bases as informações do texto clássico da tragédia grega Medéia (431 a.c), de Eurípides, bem como de outras versões para a história mitológica e de lendas antigas sobre a princesa feiticeira e sacerdotisa de Hécate. Estabelecendo as noções de texto e meta-texto na encenação e inserindo relatos contemporâneos de situações análogas as do mito grego, é que se recria o mito Medéia.
A Cia Santa Fogo apresenta, pela encenação e direção de Carlos Ferrera, as suas pesquisas das alternativas de uso da máscara expressiva, da investigação do gesto e da movimentação cênica no estudo de corpo e voz do artista-pesquisador-intérprete-criador, além de estruturar práticas a cerca do uso do improviso para a criação e sustentação da cena em ação.
A narrativa de Eu, Medéia, remonta também aos recursos narrativos utilizados pelos Aedos - poetas cantadores que a reproduziram por gerações, aqui representados pela intérprete (Eli Maria).
Todos os elementos apresentados pela encenação têm como propósito estabelecer a reflexão sobre o Corpo-Mito (um corpo que perpassa o tempo) direcionando reflexões sobre a condição da mulher e as pulsões de ímpetos e desejos, trazendo para o debate questões sobre a ética e a moral.
EU, MEDÉIA
Encenação, Direção, Roteiro e Composição Dramatúrgica: Carlos Ferrera
Textos: Eurípedes, Mário da Gama Kury e Carlos Ferrera
Iluminação: Carlos Ferrera e Pedro Vilela
Intérprete: Eli Maria
Figurino: Eli Maria e Carlos Ferrera
Execução de Figurino: Eli Maria
Treinamento de intérprete e Preparação Corporal: Carlos Ferrera
Trilha Sonora: BU Moraes e Carlos Ferrera
Realização: Cia. Santa Fogo
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