CONEXÃO CAVALO-MARINHO
RELEASE- GRUPOS PARTICIPANTES
Cavalo Marinho Estrela de Ouro
Mestre Biu Alexandre (Condado-PE)
Severino Alexandre da Silva, Mestre Biu Alexandre, começou a botar figura aos 13 anos. Em 1979, fundou seu Estrela de Ouro e hoje comemora o fato de ter os filhos e netos envolvidos no brinquedo. Seu Cavalo Marinho conta também com a presença de Seu Martelo, o Mateus mais velho de Pernambuco. Martelo e outros brincantes do Cavalo Marinho Estrela de Ouro integram o elenco do grupo Grial. Em 2006, o Estrela de Ouro fez parte do Coletivo Pernambuco, representando o Brasil no evento “Brasil em Cena” na Alemanha. Compõe, junto com o Cavalo Marinho Estrela Brilhante, o Ponto de Cultura Viva Pareia!.
> Condado, dia 13/12.
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Cavalo Marinho Boi Brasileiro
Mestre Biu Roque (Itaquitinga-PE)
João Soares da Silva, mais conhecido como Biu Roque, é músico desde os 8 anos de idade. Durante muito tempo, integrou o banco do Cavalo Marinho de Mestre Batista. Hoje, aos 72 anos, conduz o Cavalo Marinho Boi Brasileiro. É respeitado também pelo domínio de outros gêneros musicais como Coco de Roda, Ciranda e Maracatu Rural e tem diversas composições gravadas. Faz parte do grupo Fuloresta, criado pelo músico Siba, com quem já viajou pelo Brasil e alguns países da Europa.
> Recife, dia 20/12.
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Cavalo Marinho Boi Pintado
Mestre Grimário (Aliança-PE)
O Cavalo Marinho Boi Pintado é remanescente do Cavalo Marinho de Mestre Batista e foi criado em 1993 por José Grimário da Silva, Mestre Grimário, que começou a brincar aos 8 anos e atualmente, aos 42 anos, é o mais jovem entre os mestres de Cavalo Marinho. Ele também confecciona as máscaras dos diversos personagens que integram sua brincadeira.
> Recife, 19/12.
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Cavalo Marinho Boi de Ouro
Mestre Araújo (Pedras de Fogo-PB)
João Cesário Venâncio, conhecido como Mestre Araújo, tem 83 anos e começou a brincar Cavalo Marinho aos 16. Seu Cavalo Marinho Boi de Ouro foi criado há 20 anos. Mestre Araújo é também Mestre de Mamulengo e artesão. É ele quem constrói os animais e máscaras do Cavalo Marinho.
> Condado, dia 14/12.
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Cavalo Marinho Estrela do Oriente
Mestre Inácio Lucindo (Camutanga-PE)
Inácio Lucindo da Silva, Mestre Inácio, tem 71 anos. A primeira vez que viu um Cavalo Marinho foi com 9 anos. Em pouco tempo já mestrava e montou seu Cavalo Marinho Estrela do Oriente, tendo Duda Bilau como galante de frente e Dezinho como contra-mestre, papel que ocupa ainda hoje. Com Alício e Juliana, da Cia. Mundu Rodá, Mestre Inácio tem brincado Cavalo Marinho em diversas cidades pelo Brasil.
> Condado, dia 12/12.
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Cavalo Marinho Mestre Batista
Mestre Mariano Teles (Aliança-PE)
Mestre Batista foi um grande conhecedor da brincadeira do Cavalo Marinho e se tornou referência para muitos dos atuais mestres. Em 1956, criou este Cavalo Marinho, que hoje leva seu nome em forma de homenagem e tem à frente Mestre Mariano Teles, nascido em 1942. Artesão, é ele quem faz os bichos e máscaras, além de dançar, tocar e dominar os versos que compõem a brincadeira. O Cavalo Marinho Mestre Batista integra o Ponto de Cultura Estrela de Ouro, na Chã de Camará.
> Recife, 21/12.
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Cavalo Marinho Estrela Brilhante
Mestre Antonio Teles (Condado-PE)
Antônio Manuel Rodrigues, Mestre Antônio Teles, nasceu em 1932 e começou a brincar Cavalo Marinho aos 12 anos, como Mateus. Já desempenhou diversos papéis dentro de diversos Cavalos Marinhos. Como rabequeiro, brincou 25 anos ao lado de Mestre Biu Alexandre. Em 2004, realizou o sonho de ter seu próprio Cavalo Marinho, com o apoio fundamental de sua filha Nice, que além de integrar o grupo também criou um Cavalo Marinho mirim. O Cavalo Marinho Estrela Brilhante integra o Ponto de Cultura Viva Pareia!, junto com o Cavalo Marinho Estrela de Ouro.
> Condado, dia 11/12.
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Cavalo Marinho Boi Matuto
Família Salustiano (Olinda-PE)
Manoel Salustiano Soares, Mestre Salu,nasceu em Aliança, no dia 12 de novembro de 1945 e faleceu no dia 31 de agosto deste ano. Durante toda a sua vida esteve envolvido com diversas tradições. Era também artesão e aprendeu a fazer e tocar rabeca com seu pai, João Salustiano. Foi um dos maiores dançadores de Cavalo Marinho, sua grande paixão. Em 1968 criou seu Boi Matuto, do qual participam seus filhos e familiares.
Na movimentação cultural dos anos 90, tornou-se um dos principais ícones da cultura no Brasil. Recebeu o título de doutor honoris causa pela Universidade Federal de Pernambuco e foi escolhido pelo Governo do Estado como Patrimônio Vivo de Pernambuco. Com seu trabalho musical, percorreu todo o Brasil e diversos países e gravou 4 cds. Fundou com sua família a Casa da Rabeca do Brasil, na Cidade Tabajara, em Olinda, um espaço de apresentações, encontros e oficinas.
Seu maior legado é sua grande família. Composta de talentosos artistas, todos formados por ele nas diversas especificidades de várias tradições, é ela quem dá continuidade a seu trabalho.
> Recife, dia 18/12.
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Grupo Grial (Recife-PE)
Criado em 1997 pelo escritor Ariano Suassuna e a bailarina Maria Paula Costa Rêgo, o Grupo Grial de Dança encaminha um trabalho de pesquisa e criação em torno de uma linguagem gestual e coreográfica inspirada nas tradições culturais do Nordeste do Brasil.
Brincadeira de Mulato
Peça coreográfica costurada por relatos de uma vida dedicada ao brinquedo popular. O espetáculo aborda o embate entre a dura realidade dos cortadores de cana da Zona da Mata Norte de Pernambuco, e a capacidade imensurável deles mesmos, como brincantes de Cavalo Marinho, de reinventar aquela realidade. Folia e trabalho misturados, varando as noites e os dias no meio dos canaviais. Juízo e fantasia girando no mundo.
Ficha técnica
Brincadeira de Mulato é primeira parte da trilogia “A Parte Que Nos Cabe”.
Concepção e direção: Maria Paula Costa Rêgo
Intérpretes/brincantes: Mestre Martelo, Fábio Soares e Emerson Dias
Vídeo: Luca Barreto
Trilha Sonora: Autoria popular e André Freitas
Iluminação: Sávio Uchoa e Luc Petit
Figurino: Retirados do folguedo de Cavalo Marinho
> Recife, 19/12.
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Grupo Peleja (Campinas-SP)
O Peleja existe desde 2002 como um grupo de pesquisa de linguagem para as artes cênicas, com base em treinamentos de dança, teatro e elementos da cultura popular. Entre 2004 e 2007, o grupo aprofundou sua investigação sobre o Cavalo Marinho, tendo realizado uma vasta pesquisa de campo em Pernambuco. Em 2007, sob direção de Ana Cristina Colla (Lume Teatro), o grupo Peleja estreou “Gaiola de Moscas”, montagem premiada pela Secretaria Estadual da Cultura de São Paulo.
Gaiola de Moscas
Baseado no conto de Mia Couto, “Gaiola de Moscas” é um espetáculo de teatro, dança e música. A divertida história de Zuzé Bisgate é contada por dois músicos e cinco narradores-brincantes que instauram o clima vivenciado no Cavalo Marinho, através das relações de jogo, da música ao vivo e da combinação de trupés. A construção das personagens se baseia em tipos observados na feira de Condado.
Ficha técnica
Texto: Mia Couto
Adaptação: Grupo Peleja e Ana Cristina Colla
Direção: Ana Cristina Colla (Lume Teatro)
Assistência de direção: Ana Caldas Lewinsohn
Concepção de trilha sonora: Alexandre Lemos e João Arruda
Elenco: Carolina Laranjeira, Tainá Barreto, Lineu Guaraldo, Ana Caldas Lewinsohn (atriz convidada) e Eduardo Albergaria (ator convidado)
Músicos: Alexandre Lemos e João Arruda
Figurino: Bukke Reis
Adereços: Sebastião Simão Filho
Plano de luz: Eduardo Albergaria
> Condado, 14/12.
> Recife, 18/12.
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Helder Vasconcelos (Recife-PE)
Músico, ator e dançarino, credita sua formação ao aprendizado não-acadêmico das tradições de Cavalo Marinho e Maracatu Rural. Foi um dos criadores do grupo musical Mestre Ambrósio. Sua arte se faz no encontro entre música, dança e teatro e entre os contextos tradicional e contemporâneo.
Espiral Brinquedo Meu
Primeira montagem solo de Helder Vasconcelos. Sem demarcar fronteiras entre música, dança e teatro, o artista mostra, através de suas figuras, uma maneira particular de se expressar, que ao mesmo tempo é dele e das pessoas com quem convive. Um jeito de ser que se liga ao lugar de onde veio e à alma das tradições de que participa.
Ficha técnica
Criação, atuação e trilha sonora: Helder Vasconcelos
Direção: Ana Cristina Colla, Renato Ferracini e Carlos Simioni (Lume Teatro)
Figurino: Esther Vasconcelos
Projeto de Iluminação: Abel Saavedra
Iluminação: Saulo Uchôa
Produção: Laura Tamiana
Realização: Terreiro Produções
> Condado, 12/12.
Por Si Só
Helder Vasconcelos concebeu este segundo solo a partir das memórias corporais geradas pelas escolhas feitas ao longo de sua vida. Essas memórias, em constante transformação, compõem o que é hoje sua dança. Desta forma, o espetáculo revela suas necessidades de mudança e de transformação pessoal.
Ficha técnica
Criação e atuação: Helder Vasconcelos
Direção e vídeo: Armando Menicacci
Direção para adaptações: Maria Paula Costa Rêgo
Vídeo para adaptações: Oscar Malta
Concepção e arranjos da trilha sonora: Helder Vasconcelos
Produção e arranjos da trilha sonora: Quincas Moreira
Figurino: Marina Reis
Projeto de iluminação: Marisa Bentivegna
Iluminação: Saulo Uchôa
Produção: Laura Tamiana
Realização: Terreiro Produções
Espetáculo desenvolvido com subsídio do programa Rumos Itaú Cultural Dança 2006-2007
> Recife, 21/12.
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Pedro Salustiano (Olinda-PE)
Nascido e criado nas tradições populares, Pedro é um dos filhos do Mestre Salustiano, e desde cedo se dedica ao cavalo-marinho e ao maracatu rural. Já foi bailarino do Grupo Grial de Dança e hoje faz parte do Grupo Arraial, da Secretaria Especial de Cultura de Pernambuco. Em 2006, Pedro Salustiano ministrou aulas de Cavalo-Marinho para o elenco e participou como ator da mini-série “A Pedra do Reino” (TV GLOBO). Em 2007, gravou o DVD “Herança de Um Brincante: Samba no Canavial”, dirigido por Paulo Caldas.
Samba no Canavial
Os folguedos nordestinos são os eixos centrais do espetáculo, que se baseia na dramaturgia corporal do seu intérprete Pedro Salustiano, estabelecendo uma zona de conjunção de diferentes segmentos artísticos, seja a dança, o canto, a música ou a caracterização de figuras de brinquedos da região. Samba no Canavial recebeu o prêmio de Fomento às Artes Cênicas da Prefeitura do Recife (2003). Em 2004, foi aprovado pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura.
Ficha técnica
Intérprete: Pedro Salustiano
Direção e Concepção Coreográfica: Arnaldo Siqueira
Direção de Arte: Dantas Suassuna
Confecção de Cenário: Ednaldo Praxedes (mago)
Adereços: Cleilton Salustiano, Nivaldo José da Silva, Ivo A. Lima e Nelma Caio
Figurinos: Maria José (Chuchu) e Maria José (Dedé)
Trilha Sonora Original: Mestre Salustiano, Wilson Freire, Passarinho Gomes e Pedro Salustiano
Colagem Musical: Pedro Salustiano e Arnaldo Siqueira
Produção: Arnaldo Siqueira
Duração: 50 minutos
> Condado, 11/12.
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Mundu Rodá (São Paulo-SP)
A Cia. Mundu Rodá de Teatro e Dança é formada por Alício Amaral e Juliana Pardo, e tem como premissa fundamental a pesquisa das Tradições Populares Brasileiras, entendidas como fonte para o desenvolvimento de técnicas que possam servir para o trabalho de treinamento e criação de artistas. Foram contemplados pela Bolsa Vitae de Artes, com o projeto Cavalo Marinho, realizado na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Desde 2002, trabalham em parceria com o Lume Teatro, na elaboração de um treinamento para atores baseado nas Tradições Brasileiras.
Donzela Guerreira
Amor impossível, revelação tardia e saudade incomensurável. Donzela Guerreira é a busca de uma tradução poética, do romance de tradição oral que narra a trajetória de uma donzela que vai à guerra, atualizada nos corpos dos atores-pesquisadores Alício Amaral e Juliana Pardo. Mais que representar a vida de uma donzela, o foco do espetáculo está na reflexão sobre o gênero e sobre amor, numa abordagem ampla e aberta, convidando o espectador a participar da narrativa.
Ficha técnica
Atuação e Criação: Alício Amaral e Juliana Pardo.
Direção e Criação: Jesser de Souza.
Dramaturgista: Suzi Frankl Sperber
Direção Musical: Ricardo Matsuda.
Texto: Alício Amaral, Juliana Pardo, Suzi Frankl Sperber e Jesser de Souza.
Trilha Sonora: Grupo Anima.
Canção do Primeiro Encontro (off): Antônio Cândido.
Pesquisa de Linguagem Corporal a partir das Danças Tradicionais Brasileiras: Alício Amaral e Juliana Pardo.
Figurinos e Adereços: Mila Reily.
Desenho de Luz: Eduardo Albergaria.
Cenografia: Fabiana Fukui
Cenotécnica: Diego Alberto Vega.
Treinamento em Artes Marciais: Marcelo Goes.
Produção e Realização: Cia. Mundu Rodá de Teatro e Dança.
> Condado, 13/12.
> Recife, 20/12. |