Pedro Rodrigues (1987)


CADA UM DE ACORDO COM OS SEUS OLHOS

Transparecendo como ilhas desertas, solitárias.
comparando suas palavras com os mais fortes
vendavais:

EU FALO PARA O SURDO,
QUE NÃO ME VÊ,
QUE NÃO ME TOCA,
QUE NÃO ME SENTE, COMO NÃO SENTE O VENTO


E fico abandonado perante suas lembranças,
sentindo-me vazio como se fosse folha
adormecida, que não mais volta ao
seu lugar

Com meu olhar seduzo o mundo,
com meu querer, penetro em teus anseios,
e sei, em que parte de teu coração,
escondes os teus desejos.

SENTO-ME TENTANDO VER A GRAMA CRESCER,
MAS O TEMPO NÃO PASSA...
E FICO APRISIONADO NO MINUTO.

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