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Temporada festiva para comemorar os 30 anos
do Balé Popular do Recife
Muita gente em cena, muitas atividades e muita energia são ingredientes indispensáveis a uma festa de aniversário como essa. Principalmente, porque o aniversariante é um grupo que, durante 30 anos de total dedicação, tornou-se ícone da dança e da cultura pernambucana: o Balé Popular do Recife. E, além disso, faz parte do currículo e da história de tantos artistas pernambucanos. Portanto essa é uma festa, que pertence aos sujeitos que construíram a trajetória do Balé Popular, mas pertence também à cidade, ao estado, ao país.
Celebrando a presença forte do feminino na sua vida, o Balé Popular do Recife homenageia as mulheres nos eventos comemorativos aos seu 30 anos, através de três dignas representantes do gênero, que tiveram uma importância fundamental na sua história: Lourdes Madureira, Lêda Alves e Zélia Suassuna.
Para comemorar em grande estilo, um lançamento triplo. Durante a temporada de estréia do seu novo espetáculo “As Andanças do Divino”, o Balé Popular lança também o CD homônimo, com a trilha do espetáculo (14 faixas), de autoria de Antonio José Madureira.

E ainda o livro “Balé Popular do Recife: a escrita de uma dança”, resultado de uma pesquisa realizada pela jornalista Christianne Galdino.
Esse lançamento triplo ocorre no dia da estréia, 02 de abril, a partir das 19h, no Teatro Santa Isabel. A temporada acontece também no Santa Isabel, às 20h; de 03 a 06 de abril. Os ingressos vão custar R$20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).


O ESPETÁCULO
Balé Popular do Recife se reinventa em As Andanças do Divino

Simão Maranduera é um mestre mamulengueiro que sai do sertão rumo ao litoral, encenando ‘A Paixão de Cristo’ com seus bonecos. Jesuíno, personagem central da trama, é um típico nordestino, misto de ícones do messianismo brasileiro como Antônio Conselheiro e Padre Cícero; com a figura de Lampião e do próprio Jesus Cristo. Esta é a idéia central do roteiro criado por Antonio José (Zoca) Madureira para o novo espetáculo do Balé Popular do Recife: “As Andanças do Divino”, em comemoração aos 30 anos desta que é uma das mais antigas companhias profissionais de dança da cidade.(continua)

Informações: (81) 34218456/ 34233186 (Paulo de Castro Produções) e (81) 32323940 (Teatro Santa Isabel).

Contatos para entrevistas:
Christianne Galdino (81) 34344304/ 88750805
Antonio José Madureira (81) 32658994/ 88479818
Andr é Madureira, Angélica Madureira ou Ângela Fischer (81) 32688814/ 87144612/ 87144614

 

O ESPETÁCULO
Balé Popular do Recife se reinventa em As Andanças do Divino

Simão Maranduera é um mestre mamulengueiro que sai do sertão rumo ao litoral, encenando ‘A Paixão de Cristo’ com seus bonecos. Jesuíno, personagem central da trama, é um típico nordestino, misto de ícones do messianismo brasileiro como Antônio Conselheiro e Padre Cícero; com a figura de Lampião e do próprio Jesus Cristo. Esta é a idéia central do roteiro criado por Antonio José (Zoca) Madureira para o novo espetáculo do Balé Popular do Recife: “As Andanças do Divino”, em comemoração aos 30 anos desta que é uma das mais antigas companhias profissionais de dança da cidade.
Para traduzir em coreografia as conhecidas passagens bíblicas da Paixão de Cristo, o Balé Popular valeu-se da sua própria paixão, a cultura popular pernambucana, porém afastando-se do perfil folclórico que caracterizou os seus primeiros trabalhos e aproximando-se mais da linguagem “Brasílica” de dança, por ele instituída. Esta montagem trouxe André Madureira de volta a função de diretor artístico do grupo, depois de alguns anos afastado, e também ao posto de coreógrafo, dessa vez junto com a filha Angélica Madureira e a bailarina Mabel Carvalho. Além de conectar trechos da saga maior do cristianismo com autos e folguedos populares do Nordeste brasileiro, que sempre foram matéria-prima do trabalho do Balé Popular, “As Andanças do Divino” associa esse enredo a capítulos da história de Pernambuco.
O texto está presente em quase todas as 33 ‘cenas’ do espetáculo, que dura cerca de uma hora e vinte minutos. Mas os diálogos também estão colocados sobre uma base melódica e até os raros ‘silêncios’ da obra são coreografados. Quem não acompanhou os trabalhos do Balé Popular do Recife pode não perceber, mas para quem de alguma maneira vivenciou ou pelo menos assistiu aos seus espetáculos, referências musicais e mesmo algumas células coreográficas do repertório do grupo poderão ser identificadas. As ‘andanças’ do Balé foram intencionalmente inseridas em alguns momentos, com o objetivo, segundo o autor e o diretor, de revisitar a trajetória de sucesso do grupo e valorizar a memória cultural pernambucana. Uma produção grandiosa em todos os aspectos, e dando vida a ela estão 40 intérpretes, sendo oito bailarinos-atores convidados, que em alguns momentos também manipulam os bonecos do mamulengo e 32 bailarinos. Figurinos e adereços são assinados por Lourdes Madureira, Anselmo Madureira e, os indígenas por Ângela Fischer. A produção é de Paulo de Castro e foi possível graças ao patrocínio do Governo do Estado, Prefeitura do Recife e aos diversos apoios.
Com “As Andanças do Divino” o Balé Popular dá um passo à frente na consolidação e desenvolvimento da sua linguagem ‘Brasílica’.  Mesmo mantendo a fórmula, o Balé se renova e dá um salto de qualidade, apresentando uma proposta diferente. O diálogo com o teatro de bonecos, o circo, outras vertentes da dança, fez surgir uma obra integrada, que fala da Paixão de Cristo, da luta apaixonada de mártires da história de Pernambuco, e ao mesmo tempo oferece- envolta no idioma Brasílica- a paixão do Balé: a cultura popular. Muitos são os nomes que estão em cena ou, de alguma maneira, envolvidos na montagem dessa ‘ópera popular dançada’, mas todos são partes da mesma história: a história do Balé Popular do Recife.

O CD
As Andanças do Divino

O Coral Canto da Boca, da Universidade Federal de Pernambuco, regido por Nelson Almeida; um coral infantil Cantinho da Boca, também regido por ele e ligado à mesma instituição; dezenas de instrumentistas, e os cantores solistas: Walmir Chagas, Isaar França, Antúlio Madureira, Ednaldo Cosmo, Beatriz Carvalho e Dalva Torres formam o time convocado por Zoca Madureira para compor esse musical. O CD “As Andança do Divino” é uma produção independente, financiada através do projeto de 30 anos do Balé Popular do Recife. E estará  a venda no Teatro Santa Isabel, durante a temporada.

 

O LIVRO
Balé Popular do Recife: a escrita de uma dança

Quantos frutos deu ao Recife o seu Balé Popular? Talvez seja impossível enumerá-los, talvez não dê para medir o alcance das informações que André Madureira e o Balé tão bem sistematizaram e difundiram através do Método Brasílica. Só nos resta reconhecer, homenagear e agradecer ao Balé Popular do Recife. Eu, que continuo minha dança agora em palavras, decidi reunir os pedacinhos dessa trajetória em um processo que, mais que uma pesquisa cultural ou acadêmica, é um exercício afetivo de partilha de memórias. Portanto não é simplesmente um livro que apresenta a seqüência cronológica do percurso do Balé Popular do Recife, são fragmentos dessa ‘história de histórias’, envolvidos pelas emoções de quem as gerou, incluindo as minhas. Organizar estas “informações-emoções” não foi tarefa fácil e seria inviável sem a generosa contribuição do próprio André Madureira, e dos tantos sujeitos que compuseram ‘o corpo e a alma’ deste patrimônio pernambucano, brasileiro, mundial, chamado Balé Popular do Recife.
Contando sempre com a opinião dos meus parceiros e do meu mestre André Madureira, decidi manter a estrutura da minha monografia da pós-graduação em Jornalismo Cultural (Unicap- 2006), ampliando e reformulando alguns trechos. Essa pesquisa é a primeira parte do livro, e se divide em três capítulos (Diz-me como danças e te direi quem és; Vocabulário e Caligrafia do Balé Popular do Recife; e Herdeiros e outros derivados), mais introdução e considerações finais. Para dar voz aos tantos sujeitos que construíram essa história, criamos um espaço chamado “Portal do Mérito”, que é a segunda parte do livro. Selecionei momentos especiais das entrevistas para compor um panorama ilustrado com os tantos ingredientes dessa receita de sucesso chamada Balé Popular do Recife. Entre os relatos alguns membros da família Madureira como Antúlio, Viviane, Angélica, Deca; e muitos outros filhos do Balé Popular do Recife como Sylvia França, Pedro Pernambuco, Carmen Queiroz, Anna Miranda, Felipe Santiago, Amélia Veloso, Walmir Chagas, Valdir Nunes, etc. Acompanhando os depoimentos, dezenas de fotografias do acervo dos entrevistados mostram o cotidiano dessas pessoas no Balé, seja nos palcos ou nos bastidores. Registros históricos como as fotografias do ônibus que o Balé Popular comprou para as suas viagens e batizou de “pastora”; cenas dos primeiros espetáculos, com a sempre lembrada Ana Madureira e até o próprio André no elenco; aparecem ao lado de atuações mais recentes, em um grande mural que finaliza a minha publicação de estréia.
Como diz André Madureira, no prefácio de “Balé Popular do Recife: a escrita de uma dança”: Este trabalho sério e compromissado com a verdade, lírico, livre, jornalístico, despretensioso não quer ser, nem tem intenção de ser, um tratado de dança popular cênica, a qual denominamos Brasílica – um dançar irresistível. Contudo presta-se a incentivar a pesquisa, aprofundar conhecimentos ancestrais, atávicos. É moderno, atual, num bom e oportuno começo como condutor pioneiro de uma descoberta, um tesouro valioso, um manancial de origem e raiz, uma trilha, linha mestra para se iniciar a discussão dos mistérios contidos nessa linguagem da dança genuinamente nossa.
Editado pela Bagaço, e financiado pelo Fundo de Incentivo a Cultura de Pernambuco-FUNCULTURA, o livro será vendido durante a temporada do espetáculo “As Andanças do Divino”, no Teatro Santa Isabel, pelo preço promocional de R$10,00.

 
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