 |
"O HOMEM QUE COMIA LIVROS |
 |
| OU O HOMEM VESTIDO DE SOL" |
UM POUCO DE SUA VIDA
Ariano Suassuna nasceu em João Pessoa em 16 de junho de 1927. Filho de João Urbano
Pessoa de Vasconcelos Suassuna e Rita de Cássia Dantas Villar.
Cursou o primário no Município de Taperoá na Paraíba.
A família mudou-se para Recife,
onde Ariano acaba estudando no Ginásio Pernambucano e logo depois no Colégio Oswaldo Cruz.
Entrou para a Faculdade de Direito em 46. Lá conheceu Hermilo Borba Filho.
Logo depois, em 1947 escreveu "UMA MULHER VESTIDA DE SOL"com a qual ganhou o
Prêmio Nicolau Carlos Magno. Com Hermilo fundou o Teatro dos Estudantes de Pernambuco.
SEU TRABALHO
Daí em diante tem feito com Sucesso absoluto uma carreira sólida com obras que retratam o imaginário Brasileiro,
permeando a vida e as injustiças que rondam a vida do homem simples do Nordeste. Dono de uma linguagem irreparável,
onde a fantasia mistura-se com a realidade, dificilmente conseguimos perceber a linha divisória entre um e outro.
Ariano, é um homem Raro, daqueles que coloca seu País em primeiro lugar, e que ama seu povo retratando-o
com perfeição. Seus personagens nos deixam boquiabertos num misto entre o susto e a descoberta, a
brincadeira de criança e a visão. Entrecortados por pensamentos surreais, brincam de realidade como se os dois fossem
uma vida só. Retratar o imaginário de Ariano Plasticamente, é mergulhar em obras literatas como o inferno de Dante e buscar passagens pelas pinturas de Jeronimus Bosch. Um Surrealista não declarado,
na minha opinião é o que é Ariano Suassuna.
Mas homens como ele não precisam de títulos, rótulos ou seja lá o que possa determinar o homem comum.
Ariano não precisa de Rótulos, pois Ariano Suassuna com sua compreensão da Beleza, nos apresenta uma obra
gratificante, forte, envolvente, que vai fazer parte do Imaginário Brasileiro, como um Divisor de Águas.
Para mim, Ariano Suassuna é A Pedra do Reino, em torno da qual tudo acontece.
Pedro Rodrigues - Editor do www.vetorcultural.com
As Obras que compõem o universo de Ariano Suassuna:
Uma mulher vestida de sol (1947):
O desertor de Princesa (1948);
Os homens de barro(1949, inédita);
Auto de João da Cruz (1949);
O arco desabado (1952);
Auto da Compadecida (1955);
O santo e a porca (1957);
O casamento suspeitoso (1957);
A pena e a lei (1959);
Farsa da boa preguiça (1960);
A caseira e a Catarina (1962);
Romance d´a pedra do reino e o príncipe de Sangue do Vai-e-Volta
(1971, traduzida para o inglês, alemão, francês, espanhol,
polonês e holandês).
|
Os Cantos de Ariano
TOMO I
O Movimento Armorial, ganha novo fôlego com a aula-espetáculo "NO REINO DA PEDRA VERDE",
do Mestre ARIANO SUASSUNA, que será exibida hoje à noite, 16 de março, às 20:00 hs no Teatro Santa Izabel.
O Maestro Rafael Garcia, a pedido de Ariano, recompôs a "CAMERATA ARMORIAL" que foi criada pelos dois
na década de 90 - mais precisamente em 1996. Ariano Suassuna, na segunda parte da exibição, irá narrar a história
"A ONÇA, OS GUINÉS E OS CACHORROS", de sua autoria, e a música será do maestro Clóvis Pereira.
É claro que a fidelidade de Ariano Suassuna ao estilo Armorial vai influenciar grande parte da gestão da
Secretaria de Cultura, mas o Secretário deixa claro também que vai beneficiar outros estilos, e não sòmente o
Movimento Armorial. É claro também que a Ariano Suassuna, sendo o artista que é, e com a sabedoria que tem,
sabe
que a sociedade se compõe de uma diversidade de gostos, e vai saber lidar com isto claramente.
Recife, 16 de março de 2007
|
Os Cantos de Ariano
TOMO II
Sabe-se que, pelo gosto de Ariano, o ideário Armorial, será o trilho condutor, que irá comandar sua gestão na Secretaria de Cultura. No entanto, ele sabe que a Fundarpe procurará atender as diversas correntes. Junto com seus seguidores, Clóvis Pereira e Jarbas Maciel, ele fará com que o Movimento Armorial retome seu caminho, cumprindo seu papel,
que é o de retomar os valores culturais da região Nordeste e do País.
Ariano é uma das personalidades do país, que mais leva a sério esta questão. Ele sempre nos chama a
atenção para o Armorial. Com razão, pois, o Movimento Armorial, retoma a beleza dos valores de nosso povo,
além de contribuir com a formação dos caminhos culturais a serem seguidos. O que todo movimento pretende.
Mas se é assim, pergunto, de que forma o Movimento Armorial,
chegará as camadas mais carentes da sociedade.
Como este movimento que visa recuperar as bases da Cultura do país, seus ícones, seus mais profundos valores,
seu gosto pelo belo, vai funcionar, se a grande massa da população, aquela que vive nos morros e favelas,
submetidos a valores culturais menos expressivos(basta ouvir o que se vende nos carrinhos de CD'S)
não toma conhecimento deste movimento, e dele não participa?
Como retomar o caminho do "bom-gosto" cultural sem entrar na questão da Censura? Como fazer com que estas pessoas despertem para uma obra como "O REINO DA PEDRA VERDE", de beleza inestimável, se o que se torna
sucesso no Carnaval é o que se viu neste que passou? Músicas de "baixo calão" e de duplo-sentido,
cantadas inclusive por jovens das classes mais expressivas da sociedade.
Sabe-se porém que Ariano Suassuna, não é de desistir de seus ideais. Trabalhador rigoroso,
persistente e incansável, vai procurar colocar nos ideários da Secretaria o caminho que tanto admira e fez surgir.
Mas o que será por exemplo do Carnaval Multicultural,(dos pólos de estilos
diversos, espalhados pela cidade)?
O Carnaval Multicultural é um exemplo de que a diversidade cultural faz parte da riqueza da
população, mas permitir distorções como as que temos visto,
com modismos musicais trazidos de fora(não me refiro aqui a programação da prefeitura),
onde o mal gosto e as músicas de duplo sentido imperam, trazendo a degradação
para dentro de nossas casas, é no mínimo uma falta de responsabilidade.
Falta de responsabilidade com a população, e com a formação
da identidade cultural da cidade e do País.
Voltando a Ariano, na sexta-feira próxima passada, no Santa Izabel durante a apresentação da obra "O REINO DA PEDRA VERDE", foi alvo de uma provocação, no mínimo de mal gosto, feita por alguém
da platéia(que teve direito à convite, é claro) , chamando-o de simplista e tirano. Ariano, tirou por menos.
Tentou dialogar com o rapaz, mas vendo que cada vez mais este se perturbava,
resolveu não levar em conta as provocações.
Quando o moço tentou, novamente se manifestar, acabou sendo repelido pela platéia,
que o convenceu, que calado ficaria melhor.
Vejam: discordar das idéias alheias é altamente saudável;
chamar para o debate é vastamente democrático;
mas fazer discursos vazios, ou ataques pessoais sem conhecimento de causa, é no mínimo desesperador. E assim o foi. Tanto para Ariano, que estava
recebendo aquela platéia, para uma exibição e retomada de sua obra, como para nós que
estávamos ali para sermos brindados com o que ele tinha para nos mostrar.
Bem, por fim, tudo acabou bem, e vimos toda a apresentação, e rimos muito,
com as "falhas' do ensaio, que tiramos por menos.
Tivemos assim, uma noite muito divertida comandada pelo Mestre Ariano.
Esperemos agora, novos passos deste novo Gestor da Secretaria de Cultura, e os caminhos que nos levará.
Abraços,
Pedro Rodrigues |
|