da criação da maçã assassina

Aos tantos toques teus dedos possam alcançar
quadros e pincéis a varrer-lhe a mente, lonas grandes e olhos além
seria a melhor visão de todos os tempos ao teu lado
flores de cimento e cadeiras de plásticos
bem sabias Q daria nisto
polegar esticado continuavas a conversa em bocas alheias
oceano de cores e poesias etéreas
Quanto de prazer em teu silêncio
Quanto de riso teus dentes são
Quantos jeitos possas as imagens postas em teus horizontes azulados
E tudo bem e tudo +
da maçã eu vejo teu nome escrito entre os bichos que a consome todo o amor que por ela tem
e de gatos pardos a passearem calmamente por entre as pernas das senhoras que agora sim te aplaudem mesmo sem saber ao certo
quanto de palmas tua alma cabe
quanto de brilho tua íris brilha
quanto de apertos teus ossos possam
Tu bem sabias Q nisto daria
e de teu azulejo tudo escorre na mesma privada que plantasses
beija-flores vermelhos enforcados em cordas de agaves
tu bem sabias,
tu bem sabias, Q nisto daria
Q tua alma de poeta sirva-se em pratos de concretos pelas palavras que tão bem (sempre) nos dessem.
Aqui, do (teu sempre)
seu vizinho, regui.

(poema ofertado a Jobalo, poeta dos gestos e pintor de vários jeitos)
feito em Recife-PE.