SONHOS, MEMÓRIAS PERDIDAS PELO TEMPO,
A RAINHA CANUDA ou  A REVOLUÇÃO DOS HELIDOUS


PARTE I

 

...me lembro que ontem à noite,

Tua pele fina ficou ligeiramente transparente

Com os toques da lua cheia e o brilho de

Teus olhos resplandeciam cheios de vigor

Enquanto as árvores como vivas, cantavam

Belas notas floresta adentro, quase densa.

Pássaros multicoloridos voavam baixo e

Emitiam ruídos estridentes querendo

Avisar a chegada de um novo tempo.

As cachoeiras, hora estagnadas não

Cantavam a canção do tempo,

Quando os momentos eram mais belos e

Mágicos, e os desejos rompiam as
impossibilidades

Tornando tudo tão real quanto

O impossível desejo de uma imaginação fértil.

 

Um canto compassado era ouvido a pouca distância

E os olhos dos habitantes noturnos da floresta

Não eram tão invisíveis quanto seus próprios donos.

 

Que tempo era aquele, pensa o alquimista, quando os

Homens limitavam seu poder e achavam

Que tornado-se parasitas das igrejas, podiam

Tornar-se livres, achando que não podiam evoluir

Senão amparados por esta sociedade tão secreta.

 

Os muros continuavam a aparecer em meus sonhos

E nada mais me restava fazer a não ser esperar

Que o tempo passe e seja devorado pela sua própria ira.

 

Ah! Finalmente amanhecera e os ventos noturnos desapareciam

Da superfície das pradarias e percorriam vales profundo

Levando movimentos para flores subterrâneas.

 

Tu caminhavas nos vales silenciosamente por quase

Todo dia  e não olhavas para trás, tal era

O feitiço causado pela beleza do lugar.

PARTE II

 

Não te apercebias que sobre tua cabeça

As nuvens de cor violeta passavam em velozes

Deixando para trás uma paisagem de grande beleza.

Os pássaros gigantes, de vidro, faziam um verdadeiro balé,

Ao voarem sobre tua cabeça. Voavam tão baixo, que

Poderias tocá-los se quisesse e até ouvir

Seu canto majestoso se pedisses.

As flores renasciam a cada instante e uma

Música no ar, tornava esta tarde tão leve e serena.

 

O segundo sol de Yucatán já se punha quando olhastes

Para trás e vistes a longa distância que terias que

Percorrer para voltar ao castelo.

 

Saio do espelho,

qebro as imagens antes refletidas

pelos meus olhos. Espalho pelo chão

os fatos já distorcidos pela refração dos atos

dos homens que nada podiam fazer.

 

Atos aquebrantáveis. Frágeis

pomo pequeno pedaço de algodão que nada

Pode fazer contra a poderosa chama que se impõe.

 

A libélula acomética voa como se fosse uma nave tão bela,

Sobre o lago inerte em azul, tecendo uma dança irreparável,

enquanto os elementos destas citações ficam cada vez mais vivos.

 

Ela caça minúsculos seres, que flutuam sobre a superfície do lago,

Enquanto os rivais dos helidous

Passam ruidosamente sobre minha cabeça,

Dirigindo-se para oeste.

 

/

Máquinas controlam as mentes dos

seres complexos

e suas antenas,

trocando os códigos de suas cores

originais por uma transparência

artificial.

 

Seres vivos caem do céu

Com pára-quedas esqueléticos

Revestidos de pele, gasta

Pelo tempo


PARTE III

 

Continuo a ver objetos voadores, cada vez mais

Brilhantes como puro metal polido. Formas metálicas

Muito estranhas continuam a  aparecer

Cada vez mais nos céus de Yucatán.

São os Helidous.

 

/

Bombas são

Desarmadas em minha mente

Enquanto o vôo dos besouros vítreos

Se precipita sobre o ancião

Deitado ao chão do deserto de azaléias.

 

O Alquimista deixa lentamente

o tempo se opor a ela

e as escamas réptilianas desaparecem

com o frio que trás a era transparente.

 

Os desenhos maravilhosos em sua costa

Reptiliana, desprende-se

E flutuam no espaço contido

Ao redor do campo gravitacional

Epitelial.

 

Sementes voam como crisálidas

Mas vastas caudas elétricas são

Deixadas para trás

 

Flutuações temporais

Esperam a chegada do

Espaço concreto

Caindo em vazios buracos

Repletos de símbolos

Poema/Conto de Pedro Rodrigues

(continua - em breve)


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