SONHOS, MEMÓRIAS PERDIDAS PELO TEMPO,
...me lembro que ontem à noite, Tua pele fina ficou ligeiramente transparente Com os toques da lua cheia e o brilho de Teus olhos resplandeciam cheios de vigor Enquanto as árvores como vivas, cantavam Belas notas floresta adentro, quase densa. Pássaros multicoloridos voavam baixo e Emitiam ruídos estridentes querendo Avisar a chegada de um novo tempo. As cachoeiras, hora estagnadas não Cantavam a canção do tempo, Quando os momentos eram mais belos e Mágicos, e os desejos rompiam as Tornando tudo tão real quanto O impossível desejo de uma imaginação fértil.
Um canto compassado era ouvido a pouca distância E os olhos dos habitantes noturnos da floresta Não eram tão invisíveis quanto seus próprios donos.
Que tempo era aquele, pensa o alquimista, quando os Homens limitavam seu poder e achavam Que tornado-se parasitas das igrejas, podiam Tornar-se livres, achando que não podiam evoluir Senão amparados por esta sociedade tão secreta.
Os muros continuavam a aparecer em meus sonhos E nada mais me restava fazer a não ser esperar Que o tempo passe e seja devorado pela sua própria ira.
Ah! Finalmente amanhecera e os ventos noturnos desapareciam Da superfície das pradarias e percorriam vales profundo Levando movimentos para flores subterrâneas.
Tu caminhavas nos vales silenciosamente por quase Todo dia e não olhavas para trás, tal era O feitiço causado pela beleza do lugar.
Não te apercebias que sobre tua cabeça As nuvens de cor violeta passavam em velozes Deixando para trás uma paisagem de grande beleza. Os pássaros gigantes, de vidro, faziam um verdadeiro balé, Ao voarem sobre tua cabeça. Voavam tão baixo, que Poderias tocá-los se quisesse e até ouvir Seu canto majestoso se pedisses. As flores renasciam a cada instante e uma Música no ar, tornava esta tarde tão leve e serena.
O segundo sol de Yucatán já se punha quando olhastes Para trás e vistes a longa distância que terias que Percorrer para voltar ao castelo.
Saio do espelho, qebro as imagens antes refletidas pelos meus olhos. Espalho pelo chão os fatos já distorcidos pela refração dos atos dos homens que nada podiam fazer.
Atos aquebrantáveis. Frágeis pomo pequeno pedaço de algodão que nada Pode fazer contra a poderosa chama que se impõe.
A libélula acomética voa como se fosse uma nave tão bela, Sobre o lago inerte em azul, tecendo uma dança irreparável, enquanto os elementos destas citações ficam cada vez mais vivos.
Ela caça minúsculos seres, que flutuam sobre a superfície do lago, Enquanto os rivais dos helidous Passam ruidosamente sobre minha cabeça, Dirigindo-se para oeste.
/ Máquinas controlam as mentes dos seres complexos e suas antenas, trocando os códigos de suas cores originais por uma transparência artificial.
Seres vivos caem do céu Com pára-quedas esqueléticos Revestidos de pele, gasta Pelo tempo
Continuo a ver objetos voadores, cada vez mais Brilhantes como puro metal polido. Formas metálicas Muito estranhas continuam a aparecer Cada vez mais nos céus de Yucatán. São os Helidous.
/ Bombas são Desarmadas em minha mente Enquanto o vôo dos besouros vítreos Se precipita sobre o ancião Deitado ao chão do deserto de azaléias.
O Alquimista deixa lentamente o tempo se opor a ela e as escamas réptilianas desaparecem com o frio que trás a era transparente.
Os desenhos maravilhosos em sua costa Reptiliana, desprende-se E flutuam no espaço contido Ao redor do campo gravitacional Epitelial.
Sementes voam como crisálidas Mas vastas caudas elétricas são Deixadas para trás
Flutuações temporais Esperam a chegada do Espaço concreto Caindo em vazios buracos Repletos de símbolos
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